A baixa procura por doses infantis de vacina contra a Covid-19 é realidade em todo o país, que infelizmente também registra aumento nas internações de crianças em virtude da doença. Neste contexto, será que Blumenau corre o risco de perder vacinas em virtude da demanda?
Como está sendo a vacinação de crianças contra Covid-19 no Litoral Norte de SC – Foto: Marcos Porto/Prefeitura de Itajaí/NDA vice-prefeita Maria Regina de Souza Soar esclarece que a possibilidade de as vacinas vencerem existe. No entanto, Blumenau tem feito a abertura dos frascos conforme demanda, sempre priorizando as doses que já estão há mais tempo na cidade, conforme prazo de validade.
“O risco de perda sempre existe, porém o poder público segue intensificando, com auxílio dos veículos de comunicação, as ações para incentivar toda a população a se vacinar”, explica.
SeguirVacinação em Blumenau
Até agora pouco mais de 5,6 mil crianças entre cinco a 11 anos receberam a primeira dose da vacina na cidade, o que corresponde a apenas 18,7% do público total.
A porcentagem é baixa comparando com a média do estado de Santa Catarina, que atinge 24,96% das crianças imunizadas. Também é menor que a média nacional, de 21%.
Neste sentido, a vice-prefeita pede que os pais se recordem a respeito do histórico de vacinas nacionais e a sua eficiência.
“No caso da vacina pediátrica, cabe aos pais e responsáveis entenderem que historicamente as vacinas já erradicaram várias doenças, inclusive os bebês, assim que nascem, recebem inúmeras delas. Todos os imunizantes passam por rigoroso processo de avaliação e são disponibilizados apenas após aprovação da Anvisa e do Ministério da Saúde”, afirma.
Blumenau terá Dia “D”
Para incentivar a vacinação infantil, a prefeitura está planejando um Dia “D” contra a Covid-19 e de multivacinação. No entanto, a data ainda será definida. Ainda segundo a prefeitura, as iniciativas devem ser divulgadas até a próxima semana.
Fake News
A Fiocruz considera a divulgação de notícias falsas como a principal causa da resistência das famílias sobre a eficácia e segurança da imunização infantil, apesar de todas as evidências científicas disponíveis.
Segundo os pesquisadores, o movimento antivacina no Brasil é diferente do registrado em outros locais do mundo, já que levanta dúvidas apenas em relação à vacina contra a Covid-19.
“Mais do que nunca, cabe o devido esclarecimento à sociedade civil, com linguagem simples e acessível sobre a importância, efetividade e segurança das vacinas, envolvendo a responsabilidade de todos os níveis de gestão da saúde no país (federal, estadual e municipal)”, consta em documento publicado pela Agência Brasil.
Num cenário em que a desinformação sobre a imunização é predominante, quem sofre são as crianças, que ficam mais vulneráveis a contrair e transmitir a Covid-19.