Bolsonaro agradece primeiro-ministro da Índia por doses da Vacina de Oxford

Mensagem foi enviada através de uma rede social do presidente; as doses chegaram ao Brasil nesta sexta (22), depois de recusa do governo indiano

Metrópoles Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agradeceu, nas redes sociais, ao primeiro-ministrado da Índia, Narendra Modi, pela exportação das 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca contra a Covid-19.

Jair BolsonaroMensagem foi enviada a Narendra Modi através de uma rede social – Foto: Igo Estrela/Metrópoles/Divulgação/ND

O avião com o imunizante chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h20 desta sexta, após cinco dias de atraso. As vacinas devem começar a ser distribuídas aos estados neste sábado (23).

“O Brasil sente-se honrado em ter um grande parceiro para superar um obstáculo global”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais.

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A vacina em questão, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, tem eficácia de 70%. No Brasil, será produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). As doses exportadas ao Brasil foram produzidas pelo laboratório indiano Serum.

Adiamento

A exportação das vacinas indianas estava suspensa até que a Índia conseguisse iniciar a própria campanha de imunização. Contudo, outros países vizinhos já haviam recebido remessas da vacina – como Nepal, Butão e Maldivas, que adquiriram 1 milhão, 150 mil e 100 mil doses, respectivamente.

O voo inicial para buscar o imunizante estava previsto para ocorrer na semana passada, mas foi adiado e, posteriormente, cancelado. Na ocasião, a Índia afirmou que ainda era “muito cedo” para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país.

No início desta semana, durante uma coletiva à imprensa, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a culpar o fuso horário indiano pelo atraso nas negociações para importar os imunizantes.

Nessa quinta (21), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro falou que “entraves burocráticos”, e não “políticos”, impediam a vinda das doses ao Brasil, além da exportação da China de matéria-prima necessária para produzir a vacina contra a Covid-19 no Brasil.