São Paulo confirmou o segundo caso da varíola dos macacos neste sábado (11). Um homem de 29 anos foi diagnosticado com o vírus e tem histórico recente de viagens a Portugal e a Espanha. Em Santa Catarina, dois casos são investigados.
Imagem microscópica registrada em 2003 do vírus causador da varíola dos macacos, pelo Centro de Controle de Doenças – Foto: Cynthia S. Goldsmith/CDC/AFPAntes de o paciente chegar ao Brasil na quarta-feira (8), ele realizou o teste em um laboratório espanhol, que confirmou a infecção logo após o desembarque. O homem está isolado em sua casa, em Vinhedo, interior de São Paulo.
No Brasil, novas amostras foram coletadas para análise no laboratório do Instituto Adolfo Lutz, segundo informou em nota o Ministério da Saúde.
SeguirO primeiro caso da varíola dos macacos também foi confirmado em São Paulo, este na Capital, na quinta-feira (9). O paciente de 49 anos também tem histórico de viagem para Portugal e Espanha. Ele está isolado e internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com boa evolução clínica.
Casos suspeitos em Santa Catarina
Foram registrados dois casos suspeitos da varíola dos macacos em Santa Catarina. Um paciente é homem, tem 28 anos e mora em Blumenau. Já o primeiro registro é de uma mulher de 27 anos que mora em Dionísio Cerqueira. Ambos apresentaram sintomas no final de maio.
Procurada através de assessoria de imprensa, a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) informou que não há resultados disponíveis no setor de comunicação que confirmem ou descartem os casos até sábado (11).
Doença e sintomas
A varíola dos macacos é uma doença viral transmitida pelo contato com pessoas infectadas ou com lesões na pele. Abraços, beijos, massagens, contato com objetos contaminados ou secreções respiratórias podem levar à infecção.
Não há tratamento específico contra a doença, mas os quadros costumam ser leves, sendo necessários cuidado e observação das lesões. Para evitar a contaminação é preciso não ter contato próximo com pacientes até que as lesões na pele sejam cicatrizadas.
Os primeiros sintomas costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, os pacientes desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais. As informações são da Secretaria de Saúde de São Paulo.
*Com informações da Agência Brasil.