Brasil registra mais de 400 mil casos de gravidez precoce por ano, aponta Ministério da Saúde

A desinformação sobre sexualidade e direitos sexuais e reprodutivos é apontada como o principal motivo para a gestação na adolescência

Redação ND Florianópolis

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Conforme o Ministério da Saúde, o Brasil registra mais de 400 mil casos de gravidez precoce por ano. Com intuito de reduzir essa incidência, acontece nos primeiros oito dias de fevereiro, a Semana Nacional de Prevenção da Adolescência, que visa trazer educação de medidas preventivas e educativas para os jovens do país.

há mais de 400 mil casos/ano de gestação na adolescência, faixa entre 10 e 20 anos incompletos, como aponta o Ministério da Saúde. – Foto: Pixabay/Reprodução/NDhá mais de 400 mil casos/ano de gestação na adolescência, faixa entre 10 e 20 anos incompletos, como aponta o Ministério da Saúde. – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

A desinformação sobre sexualidade e direitos sexuais e reprodutivos é apontada como o principal motivo para a gestação precoce. Questões emocionais e psicossociais também contribuem, inclusive para a falta de acesso à proteção social, englobando o uso inadequado de contraceptivos.

A lei da Semana Nacional de Prevenção da Adolescência foi decretada  e incorporada no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em 2019. Seu principal objetivo é disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência.

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Conforme a ONG Plan International, todos os dias, nascem 1.150 bebês de mães adolescentes no Brasil. “E a maternidade na adolescência tem uma série de consequências, com impactos profundos para o futuro das meninas. A prevenção das gestações precoces é uma preocupação fundamental, pois duas a cada três gestações na adolescência são não intencionais”, analisa a ONG.

Para a médica Rafaela Traebert, do Hospital Dona Helena, essa é uma questão de saúde pública mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em âmbito global, a gravidez na adolescência alcança anualmente 16 milhões de meninas entre 15 e 19 anos.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Pediatria estima que, no país, uma a cada cinco mulheres será mãe antes de concluir a adolescência.

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