Brasil confirma primeiras mortes por Febre do Oropouche; SC tem um caso sob investigação

Pacientes que morreram na Bahia eram mulheres, de 21 e 24 anos, sem históricos de comorbidades; autoridades sanitárias investigam morte suspeita por Febre do Oropouche em SC

Foto de Laura Machado

Laura Machado Florianópolis

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A Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) confirmou duas mortes por Febre do Oropouche na Bahia, até o momento, as primeiras registradas no Brasil. Santa Catarina analisa um óbito suspeito pela doença.

Autoridades alertam para o combate ao mosquito transmissor da Febre do Oropouche - Foto: Agência Fiocruz/Divulgação/NDAutoridades alertam para o combate ao mosquito transmissor da Febre do Oropouche – Foto: Agência Fiocruz/Divulgação/ND

Febre do Oropouche: Brasil confirma as primeiras mortes pela doença

Segundo a Sesab, a primeira confirmação foi de uma mulher de 21 anos, sem comorbidades, que morreu no dia 27 de março. Ela morava no município baiano de Valença.

A segunda vítima, também mulher, tinha 24 anos, sem comorbidades, morava em Camamu, mas morreu no município de Itabuna no dia 10 de maio.

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A pasta afirmou ainda que as pacientes que morreram por Febre do Oropouche, inicialmente, tiveram:

  • Febre, dor de cabeça, dor retro-orbital (na parte mais profunda do olho), dor muscular, náuseas, vômitos, diarreia, dores em membros inferiores e fraqueza.
Mão de pessoa branca com mosquitos maruins sobre elaPicada do maruim pode causar dor e outros quadros graves de saúde – Foto: PMSJ/Reprodução/ND

As duas mulheres evoluíram nos quadros para sinais considerados graves, como:

  • Manchas vermelhas e roxas no corpo, sangramento nasal, gengival e vaginal, sonolência e vômito com hipotensão, e queda repentina de hemoglobina e plaquetas no sangue.

SC confirma investigação de morte por Febre do Oropouche

Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (22) a investigação da suspeita do primeiro caso de morte por Febre do Oropouche. O registro foi identificado no Paraná e o paciente morreu em abril deste ano.

Segundo a Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), ao todo, Santa Catarina tem 140 casos confirmados e os municípios com o maior número são:

  • Luiz Alves – 65 casos
  • Botuverá – 35 casos
  • Blumenau – 9 casos

Neste ano, no Brasil, foram registrados 7.117 casos da doença em 16 estados, conforme o Ministério da Saúde. Em todo o ano passado foram 832 casos.

Mulher branca usando luva de látex olhando amostra em microscópioAutoridades sanitárias investigam morte de paciente no Paraná, com possível transmissão em Santa Catarina – Foto: Prefeitura Municipal de Campinas/Divulgação/ND

Sintomas

Podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos comuns para aliviar os sintomas da Febre do Oropouche, parecidos com os da dengue e da chikungunya:

  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Dor nas articulações;
  • Náusea;
  • Diarreia.

Ainda conforme o MS, a maioria dos casos no Brasil foi registrado em pacientes com idade entre 20 e 29 anos. Também houve casos nas faixas etárias de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 10 a 19 anos.

Transmissão da doença

A transmissão da Febre do Oropouche não ocorre pela picada do Aedes aegypti (que transmite a dengue) e sim de outros mosquitos, sobretudo pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim.

Eles se proliferam principalmente durante períodos de calor em ambientes úmidos, como em áreas próximas a mangues, lagos, brejos e rios.

Segundo o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus. Não existe tratamento específico, mas o paciente deve permanecer em repouso e ter acompanhamento médico.

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