Butantan negocia exportação de Coronavac na América Latina

Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que há interesse de países como Argentina, Peru, Honduras e Paraguai

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Ana Saito, do Metrópoles Brasília

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (10) que já existem negociações para que a Coronavac, vacina desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac, seja exportada para outros países. A produção do imunizante pelo instituto, em São Paulo, começou nesta quarta.

Instituto ofereceu 100 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde até maio de 2021 – Foto: Divulgação/Sinovac Biotech LtdInstituto ofereceu 100 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde até maio de 2021 – Foto: Divulgação/Sinovac Biotech Ltd

“Existem sim planos [de exportação], não só planos, mas negociações em curso. O Butantan, junto com a Sinovac, ofereceu ao Ministério da Saúde 100 milhões de doses até maio e, ao mesmo tempo, foram anunciados 40 milhões adicionais para toda a América Latina”, afirmou Covas.

O diretor do Butantan disse que esteve na semana passada na Argentina, que adiantou um protocolo inicial para fornecimento de 10 milhões de doses. “Não assinamos ainda, apenas adiantamos esse fornecimento a partir de janeiro”, afirmou Covas, acrescentando que há pleitos semelhantes do Peru, Uruguai, Honduras e Paraguai.

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Segundo ele, a Organização Panamericana de Saúde também abriu uma concorrência para solicitar propostas de vacinas com preço definido. “Nós estamos preparando a documentação para oferecer à Organização Panamericana de Saúde, que nessa empreitada está em associação com a Unicef”, disse.

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