Atraso em censo adia planejamento da vacinação dos professores em SC

Apesar de já ter sido anunciada, ainda não há data para início da vacinação dos trabalhadores da educação; Governo alega atraso em censo, e entidades apontam negligência

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Felipe Bottamedi Florianópolis

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O governador de SC, Carlos Moisés (PSL) anunciou nesta quinta-feira (13) a intenção de imunizar trabalhadores da educação nesta fase de vacinação contra a Covid-19. No entanto, ainda não há definida data para o início. A SED (Secretaria de Educação de SC) afirma que aguarda a finalização do cadastramento dos profissionais junto às prefeituras.

Deputados e entidades criticaram o atraso da pasta em audiência pública realizada também nesta quinta pela Comissão de Educação da Alesc (Assembleia Legislativa de SC). Apesar das aulas presenciais terem sido retomadas há três meses, Santa Catarina é o único estado do Sul que ainda não tem data para vacinar o grupo.

Atraso em censo adia planejamento da vacinação dos professores em SCProfessores que trabalham com crianças terão prioridade na vacinação – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

Censo

Segundo a SED, a pasta concluí censo escolar para cadastrar os trabalhadores de educação dos 295 municípios. Até esta quinta (13), apenas Joinville não havia encaminhada os dados necessários. A tabulação dos dados estava prevista para ser concluída na quarta.

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Em nota, a Prefeitura de Joinville se manifestou sobre o assunto. De acordo com a manifestação, “a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Joinville está finalizando a compilação dos dados e enviará para o Governo Estadual ainda na noite desta quinta-feira (13).”

Dentre outras coisas, o censo permitirá mapear os profissionais que atuam de forma presencial e remota, a ordem de vulnerabilidade entre os trabalhadores e idade. Por meio dele, a Secretaria de Saúde definirá o cronograma conforme a disponibilidade de doses.

Sem previsão de início

Ainda não há data definida para o início da vacinação. A SED informou ao ND+ que a expectativa é começar a imunização na atual fase (terceira), paralelamente aos portadores de comorbidades. Não é descartada a inclusão na próxima etapa – que já prevê a vacinação do grupo.

A inclusão dos trabalhadores da educação na atual fase, entretanto, depende da deliberação da CIB (Comissão Intergestores Bipartite), conforme posição da Secretaria de Saúde na audiência. O encaminhamento da reunião foi o envio de um documento oficial ao governador solicitando a realização.

A deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão, questionou a justificativa da SED. “As escolas reabriram em 18 de fevereiro, a lei que considerou a educação como serviço essencial foi aprovada em novembro, já deu tempo de sobra para fazer esse mapeamento”.

Quase 200 mil profissionais

Segundo o Censo Escolar (Inep), a estimativa é que 195 mil professores e demais profissionais das instituições de ensino básico e superior poderão ser imunizados.

Conforme a SED, terão prioridade os profissionais que atuam com crianças. Só para a imunização dos trabalhadores da educação infantil, serão necessárias cerca de 35 mil doses. Elas serão destinadas para os profissionais que atuam em creches e na pré-escola (crianças de 4 a 6 anos).

Quando a quantidade de doses for menor que a necessária, a SED prevê a possibilidade de subdivisão dos grupos por idade.

Plano de vacinação

1º grupo – Profissionais que atuam no atendimento presencial

  • Educação Infantil (professores e auxiliares);
  • Educação Especial;
  • Equipe técnica, administrativa e pedagógica (gestão, limpeza, alimentação, orientadores de convivência);
  • Ensino Fundamental (professor, segundo professor, auxiliares, intérpretes de Libras);
  • Ensino Médio (professor, segundo professor, auxiliares, intérpretes de Libras);
  • Ensino Superior.

2º grupo – Profissionais que atuam em Atividade Remota (A ordem seguirá as etapas de ensino da vacinação do 1º grupo)

  • Profissionais que são do Grupo de Risco para a Covid;
  • Profissionais que atuam em atividade remota, EAD ou similares.