Caminhões com carga de oxigênio para Manaus enfrentam grande atoleiro

Veículos com 100 mil metros cúbicos de oxigênio deveriam chegar à cidade na sexta-feira, mas cilindros só devem ser entregues no domingo

Metrópoles Brasília

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Quatro caminhões que saíram de Porto Velho (RO) com carregamento de oxigênio na última quarta-feira (20/1) devem chegar somente neste domingo (24/1) a Manaus (AM). O comboio está, neste sábado (23/1), no meio de um atoleiro no km 392 da BR-319, mais conhecido como “trecho do meio”.

Manaus enfrenta uma crise na saúde desde o início do mês por conta da falta de oxigênio para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus – Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLESManaus enfrenta uma crise na saúde desde o início do mês por conta da falta de oxigênio para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus – Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

No total, cerca de 100 mil metros cúbicos de oxigênio estão sendo transportados a Manaus. A intenção era cruzar 838 quilômetros pela BR-319 para economizar tempo, pois inicialmente a previsão era fazer o percurso em 36 horas, sendo que de balsa pelo Rio Madeira a viagem duraria seis dias.

O “trecho do meio”, que vai do km 250 ao km 656, é um dos mais danificados da rodovia e não tem pavimentação, o que provoca grandes atoleiros no período chuvoso.

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Além de seis viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que escoltam a carga, o comboio tem o apoio de veículos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Esses veículos ajudam a puxar os caminhões nos atoleiros.

Crise em Manaus

Manaus enfrenta uma crise na saúde desde o início do mês por conta da falta de oxigênio para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. Profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia contam que a velocidade e a gravidade com que a doença evolui têm chamado a atenção.

A vacinação contra a Covid-19 foi suspensa em Manaus na última quinta-feira (21/1), depois de o Ministério Público do Amazonas abrir investigação sobre possíveis irregularidades na aplicação da vacina, com pessoas “furando a fila” de grupos prioritários.

A principal denúncia de irregularidade se dá no caso das médicas Gabrielle e Isabelle Kirk Maddy Lins que receberam a primeira dose da vacina na terça-feira (19/1). As irmãs foram nomeadas, respectivamente, na segunda (18/1) e terça-feira (19/1) como gerentes de projetos na Secretaria de Saúde. As nomeações foram assinadas pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).

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