Câncer de pulmão: médico dá detalhes sobre a doença tratada por Rita Lee

Médico explica condição do terceiro tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres; tabagismo ainda é a principal causa

Redação ND Florianópolis

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Diagnosticada com tumor no pulmão esquerdo em maio de 2021, a cantora Rita Lee, de 75 anos, foi internada em um hospital em São Paulo, no dia 24 de fevereiro. A doença tratada pela cantora faz parte do terceiro tipo de câncer que mais atinge homens e mulheres pelo Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Curada de câncer, Rita Lee é internada às pressas em hospital de São Paulo – Foto: Instagram @ritalee_oficial/Reprodução/NDCurada de câncer, Rita Lee é internada às pressas em hospital de São Paulo – Foto: Instagram @ritalee_oficial/Reprodução/ND

De acordo com familiares, a última internação de Rita Lee não tem relação com a doença e o câncer da estrela do rock entrou em remissão quando os sintomas estão reduzidos ou ausentes, em abril de 2022.

Conforme a Estimativa de 2023 de Incidência de Câncer no Brasil do INCA, o câncer de pulmão está entre os principais tipos de câncer, sendo o terceiro tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres, com 2,2 milhões (11,4%).

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Para o triênio de 2023 a 2025, estima-se cerca de 32 mil novos casos da doença, sendo 18 mil entre os homens e 14 mil entre as mulheres.

O cirurgião torácico do Imperial Hospital de Caridade e do Hospital Baía Sul, Maurício Pimentel, fala sobre a doença e explica que na grande maioria dos casos, o câncer de pulmão em estágios iniciais é assintomático, não sendo possível a sua identificação sem o uso de alguma ferramenta de diagnóstico precoce.

“Quando o sintoma surge, ele geralmente se manifesta como tosse persistente ou com manchas de sangue. Também pode apresentar dor torácica ao respirar ou na parede do tórax, além de sintomas não relacionados diretamente ao tumor, como perda de peso e indisposição, principalmente quando a doença já está no seu estágio metastático”, afirma.

Tabagismo: principal fator de risco?

Segundo estudos, o hábito de fumar aumenta em três vezes o risco de um indivíduo desenvolver câncer de pulmão, sendo considerado ainda o principal fator de risco para este tipo de doença.

Entretanto, segundo o médico, o desenvolvimento da doença é multifatorial e envolve fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Os fatores ambientais são o único fator passível de ser modificado, pois na maioria das vezes decorrem de hábitos do paciente.

Existem chances de cura?

A chance de cura está diretamente relacionada ao diagnóstico precoce. As taxas de cura chegam a mais de 90% para a doença diagnosticada e tratada em estágio inicial, diminuindo gradativamente quando diagnosticado em estágios mais avançados.

Infelizmente, no Brasil, 70% dos casos são diagnosticados como localmente avançados ou metastáticos, e apenas 8% em estágio I, de acordo com o INCA.

Qual é o tratamento utilizado para este tipo de câncer?

Segundo o cirurgião, quando a doença é diagnosticada em fases iniciais, é geralmente realizada a cirurgia com a remoção da porção anatômica do pulmão acometido.

Nos casos de doença localmente avançada e metastática, o tratamento envolve mais de uma modalidade terapêutica, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, considerando a individualidade do tratamento para cada caso.

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