Canoinhas confirma 1º caso de chikungunya de 2024 na cidade; saiba os riscos da doença

Em Santa Catarina, já foram registrados 79 casos suspeitos de chikungunya neste ano

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

A cidade de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, confirmou nesta terça-feira (27) o primeiro caso de chikungunya de 2024 no município. Até a última segunda-feira (26), o Estado já registrou 79 casos prováveis da doença neste ano.

Chikungunya é transmitida pelo Aedes AegyptiA picada do mosquito pode transmitir dengue, zika ou chikungunya – Foto: Internet/Reprodução/ND

Segundo a prefeitura do município, o paciente é um homem que tem histórico de viagem para Minas Gerais. Ainda de acordo com o município, o paciente sente muitas dores nas articulações. Outros detalhes sobre o homem não foram divulgados.

Em Canoinhas, também já foram registrados seis casos de dengue ao longo de 2024. Ambas as doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. O inseto também pode ser hospedeiro do zika vírus e da febre amarela.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Segundo a prefeitura, a confirmação do caso de chikungunya acendeu um alerta na cidade. “Com a circulação deste vírus e sabendo que temos foco do Aedes aegypti na cidade nós ficamos sentinelas”, alerta a bióloga Cristina Brandes Grosskopf..

Quais os riscos da chikungunya?

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode causar febre, dores intensas nas articulações, edema, dores musculares, coceira generalizada ou localizada, dores de cabeça, náuseas e vômitos, diarréia, dentre outros sintomas.

A chikungunya pode ainda evoluir em três fases. A primeira tem duração de cinco a 14 dias, e é chamada de febril ou aguda. Já a pós-aguda dura de 15 a 90 dias, mas pode evoluir para crônica, quando os sintomas persistem por mais de 90 dias.

Em mais de 50% dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas, podendo persistir por anos, segundo o Ministério da Saúde. Esta complicação, porém, não é a única que pode atingir as vítimas.

Há casos que, embora raros, podem evoluir para doenças neurológicas, como encefalites, síndrome de Guillain-Barré e mielite. Em quadros mais graves, a doença pode levar o paciente ao óbito.

Tópicos relacionados