Um bloqueio vacinal será realizado em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após a confirmação de um caso de raiva em um cachorro. A informação foi divulgada pela Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) do Estado nesta segunda-feira (7).
Animais devem ser vacinados contra o vírus, que pode ser fatal – Foto: Hippopx/Divulgação/NDDe acordo com o órgão, o caso foi registrado no bairro Paranaguamirim. O vírus da raiva foi identificado por meio de amostra coletada de um animal na região, que morreu alguns dias após receber atendimento veterinário por conta de um machucado.
“O bloqueio vacinal é uma atividade prevista pelo Ministério da Saúde diante da identificação de um caso de raiva animal em animais domésticos. Nessa atividade, ocorre a busca ativa de animais doentes e mortos na região e a vacinação de cães e gatos em um raio de 300 metros a partir do caso identificado”, explica o diretor da Dive, João Augusto Brancher Fuck.
SeguirAinda segundo a Dive, os materiais necessários para a ação foram encaminhados para a Gerência Regional de Saúde de Joinville, e prestará apoio técnico para realização do bloqueio vacinal. A ação deverá ser coordenada pelo município.
“É também importante sempre alertar a população que diante de acidentes envolvendo cães e gatos, ou animais silvestres e de produção, é necessário buscar o atendimento em um serviço de saúde”, alerta a médica veterinária da Dive, Alexandra Schlickmann Pereira.
Segundo a prefeitura de Joinville, foram recebidas 3 mil unidades da vacina contra a raiva para aplicação nesta fase do bloqueio vacinal, que começou nesta segunda-feira (7).
O município afirma que o diagnóstico do animal infectado no bairro Paranaguamirim foi confirmado no dia 31 de julho. O cão, de 8 meses, tinha a suspeita de ter sido mordido por um gambá. Após a confirmação, um plano de ação foi iniciado para conter a disseminação da doença.
Raiva é transmissível
A raiva é uma doença transmissível que atinge animais como gatos, cães, bois, cavalos, morcegos e até mesmo seres humanos, por meio do contato da saliva do animal infectado com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura animal.
O vírus da raiva afeta o sistema nervoso central, levando à morte em pouco tempo. A doença não tem cura estabelecida e a única forma de prevenção é por meio da vacina.
A Dive alerta que a população deve ficar atenta ao comportamento estranho dos animais, como inquietação, aumento de agressividade, paralisias dos membros e fotofobia (medo da luz). Nestes casos, os tutores devem comunicar a Secretaria Municipal de Saúde.