Casos ativos da Covid-19 em SC sobem 26% em fevereiro

Estudo da UFSC conclui que tanto os novos casos como os óbitos continuaram em ritmo acelerado, o que indica situação gravíssima da doença no Estado

Redação ND Florianópolis

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Santa Catarina registrou mais 18.095 novos casos da Covid-19, entre os dias 5 e 12 de fevereiro de 2021. Isso representa uma alta de 26% dos casos ativos da doença somente nas duas primeiras semanas de fevereiro.

Casos ativos da Covid-19 em SC subiram 26% no início de fevereiro – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDCasos ativos da Covid-19 em SC subiram 26% no início de fevereiro – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

Os dados são do último boletim do Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense), vinculado à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), divulgado nesta segunda-feira (15).

O Necat se baseia nos dados disponibilizados pelo governo do Estado por meio dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual da Saúde e outras fontes.

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Outro aspecto preocupante levantado pelo boletim é que no período considerado foram registradas mais 196 mortes, indicando a continuidade da ocorrência de um número elevado de óbitos no Estado. A média semanal móvel se estabilizou no patamar de 28 óbitos por dia.

Santa Catarina aparece em 4º lugar no ranking nacional dentre os Estados com o maior número de registros da Covid-19 e em 12º lugar com o maior número de óbitos.

Com isso, o boletim conclui que no início do mês de fevereiro, tanto os novos casos como os óbitos, continuaram num ritmo acelerado, indicando a continuidade da gravidade da pandemia no Estado.

Evolução dos casos ativos

A análise, feita pelo núcleo de estudos coordenado pelo professor Lauro Mattei, aponta que o primeiro movimento de aumento de casos ativos da Covid-19 se deu entre os meses de junho e julho, com ápice entre o final desse último mês e a primeira semana de agosto.

Entre a segunda quinzena de agosto e o final de setembro houve uma queda mais expressiva. Em outubro, os casos voltaram a crescer, atingindo praticamente o mesmo patamar verificado no final de julho e primeira semana de agosto.

No mês de novembro, o Estado obteve recorde semanais. A partir da segunda semana de dezembro teve início um processo de queda do número de registros ativos, o qual se tornou mais expressivo ao final do ano de 2020, quando ainda existiam aproximadamente 17 mil pessoas com a doença no Estado.

Casos ativos em Santa Catarina entre 17 de maio e 12 de fevereiro de 2021 – Foto: Secretaria Estadual da Saúde – Boletins Epidemiológicos/NDCasos ativos em Santa Catarina entre 17 de maio e 12 de fevereiro de 2021 – Foto: Secretaria Estadual da Saúde – Boletins Epidemiológicos/ND

Todavia, conforme o boletim, esse cenário se alterou no início de 2021. As duas primeiras semanas de fevereiro revelaram uma expansão dos casos ativos novamente, fazendo com que ocorresse um aumento de 20% em relação ao final do mês anterior.

No última dia analisado pelo boletim – 12 de fevereiro – o Estado registrava 18.773 casos ativos da Covid-19. Do ponto de vista da velocidade do contágio, no mês de fevereiro a cada sete dias, em média 20 mil novos casos estão sendo registrados.

Região Oeste teve maior crescimento de casos

A mesorregião Oeste foi a região com o maior crescimento de casos da Covid-19. No período analisado, o número de casos passou de 79.937 para 84.340, representando um crescimento percentual de 5,5%.

Em seguida, está a mesorregião Norte, onde o número absoluto de casos passou de 98.336, no dia 5 de fevereiro para 192.158 no dia 12. Isso representa um aumento de 4% no período.

O terceiro lugar ficou com a mesorregião do Vale do Itajaí com um crescimento de 3% no número de casos no período analisado.

As mesorregiões da Grande Florianópolis e Serrana obtiveram um crescimento percentual de 2,5% enquanto a mesorregião Sul registrou a menor taxa de crescimento, com apenas 2%.

Em síntese, o boletim conclui que a dinâmica regional atual da Covid-19 em Santa Catarina revela diferentes cenários.

Por um lado, há a continuidade da aceleração da curva de contágio na mesorregião Oeste, movimento seguido também pela mesorregião Norte Catarinense, as quais apresentaram taxas de crescimento bem acima da média estadual.

“Por outro lado, as regiões da Grande Florianópolis, Serrana e Sul Catarinense apresentaram taxas de crescimento do contágio abaixo da média estadual (3%). Finalmente, a região do Vale do Itajaí apresentou taxa de crescimento praticamente idêntica à média estadual.”, diz o boletim.

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