Mesmo com a presença do frio, que tradicionalmente afasta o número de focos do mosquito Aedes Aegypti, os números dos casos de dengue aumentaram 24,51% entre 19 de junho e 17 de julho deste ano. A quantidade de óbitos em 2023 também subiu, de 67 para 86.
Santa Catarina registra 86 mortes e mais de 91 mil casos de dengue em 2023 – Foto: Prefeitura de Camboriú/Divulgação/NDOs dados são da DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), por meio do informe nº 24/2023, que analisa dados do início do ano, até o dia 17 de julho.
Atualmente, o número de focos do mosquito no estado é de 49.618, identificados em 233 municípios. Destes, 148 são considerados infestados pelo Aedes Aegypti (veja a lista completa aqui). Até o momento, foram confirmados 86 óbitos e quatro mortes permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde.
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Gráfico de municípios catarinenses considerados infestados pela dengue em 2023 – Foto: DIVE/DivulgaçãoCuidados com a dengue mesmo no frio
É justamente a elevação expressiva no número de casos em um período curto, de um mês, que assusta: até 19 de julho, eram 68.900 casos. No último informe, do dia 17/07, foram confirmados 91.262 registros, aumento de 24,51%.
O diretor da DIVE, João Augusto Brancher Fuck, ressaltou que, apesar do frio aumentar o tempo do ciclo de reprodução do mosquito, e consequentemente, retardar o crescimento da doença, a população não pode deixar de tomar os cuidados de prevenção.
Fuck frisa que o crescimento no número de casos, superior quando comparado ao mesmo período do ano passado, preocupa as entidades de saúde, já que “o aumento pode trazer a elevação de casos graves, até mesmo a saturação no sistema de saúde”.
Para o diretor da DIVE, a prevenção contra o mosquito Aedes Aegypti deve ser reforçada neste momento – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação/ND“É nesse momento que a gente precisa intensificar as ações, eliminando os criadouros onde o mosquito Aedes Aegypti se reproduz, ou seja, aqueles locais com água parada. Dessa forma, quando a gente voltar a ter as condições climáticas favoráveis pro mosquito, não vamos ver tantas epidemias novamente, com aqueles números expressivos de óbitos” concluiu o diretor.