Casos de diarreia caem em Florianópolis, mas cenário ainda é de epidemia; entenda

Número de ocorrências de gastroenterites caiu 32,4% na primeira semana de janeiro, mas ainda está acima da média

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Felipe Bottamedi Florianópolis

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O número de casos de diarreia em Florianópolis caiu 32,4% na primeira semana de fevereiro – entre os dias 29 de janeiro e 4 de fevereiro – se comparado à semana anterior, de acordo com dados da Vigilância Epidemiológica Municipal.

Os dados da atual semana epidemiológica não foram encerrados, o que impede comparação com as demais. Desde domingo (5) até esta terça, 389 pessoas procuraram atendimento relatando gastroenterites. O número será consolidado no sábado (11), quando encerra a semana.

Epidemia de diarreia em Florianópolis persiste, apesar da queda de casosEntre domingo (5) e esta quarta-feira (8), 389 pessoas procuraram atendimento relatando gastroenterites em Florianópolis – Foto: Freepik/ND

Conforme a Vigilância Epidemiológica, apesar da queda, Florianópolis ainda está em cenário de epidemia.  “Não teve redução dos casos, mas apenas uma pequena oscilação diária. O número de casos da última semana ainda está acima da linha normal”, destacou a pasta.

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Em números totais são 916 casos registrados neste início de mês nas unidades sentinelas de Florianópolis – as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) Sul e Norte. São 440 casos a menos que o notificado na semana derradeira de janeiro.

Fevereiro começou com o menor número de casos desde o início do ano, quando o cenário foi classificado como epidemia. A segunda e a terceira semana do ano detém a pior marca, quando 1.343 e 1.356 moradores de Florianópolis estavam com gastroenterites simultaneamente.

O cenário registrado na última semana é semelhante ao registrado nos primeiros sete dias de janeiro, quando 925 pessoas procuraram as UPAs relatando os sintomas. Cabe ressaltar que na terceira semana de janeiro a Capital registrou queda no número de casos. A redução não se manteve.

Gráfica mostra oscilação de casos de diarreia em Florianópolis desde a primeira semana de janeiro – Foto: Vigilância Epidemiológica de Florianópolis/Divulgação/NDGráfica mostra oscilação de casos de diarreia em Florianópolis desde a primeira semana de janeiro – Foto: Vigilância Epidemiológica de Florianópolis/Divulgação/ND

Norovírus

O norovírus é o agente infeccioso responsável pelo aumento de casos, conforme demonstrou resultado das coletas realizadas pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina), divulgado no último dia 23.

A transmissão do vírus ocorre “via feco-oral”: o parasita estava presente em material fecal e “parou” em alguma zona de contato com humanos via ingestão de água, alimentos e exposição a água e solo contaminados.

Surtos foram registrados em pelo menos oito municípios: Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas, Navegantes, Penha, além de Balneário Piçarras, Porto Belo e Itapema.

Cuidados

  • lavar as mãos com frequência e utilizar álcool gel;
  • cuidar com a origem dos alimentos e bebidas, prestando atenção na refrigeração correta;
  • alimentos devem estar bem armazenados;moradores e banhistas devem consumir em locais fiscalizados;
  • evitar excesso de bebidas e frituras, que podem irritar o estômago;
  • evitar locais com aglomeração e lavar as mãos frequentemente nesses locais;
  • respeitar as recomendações de balneabilidade;
  • caso esteja com diarreia e vômito, é recomendo ficar em casa e evitar se expor ao sol.

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