Os casos de mão-pé-boca saltaram em 50% do último dia 21 até esta segunda-feira (3). A informação foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica de Florianópolis. No último dia 21 foram 167 crianças em 12 escolas de Florianópolis, contra 251 em 24 escolas nesta segunda.
Mães ouvidas pelo portal ND+ demonstraram preocupação com os casos. Uma delas, que preferiu não ser identificada, teve o filho infectado em uma creche da cidade. Grávida de outro filho, a mulher precisou se dividir para cuidar do pequeno que teve febre alta e feridas pelo rosto, pernas e boca.
Florianópolis vive surto da doença com 251 crianças infectadas – Foto: Prefeitura de Urussanga/Divulgação/NDDe acordo com a Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, as escolas com crianças infectadas pelo vírus devem reforçar as medidas de higiene nas instituições de ensino, como limpeza dos locais, e lavagem das mãos, por exemplo. Para os pais, é preciso não levar as crianças à escola se estiverem doentes, para não infectar ainda mais pessoas.
SeguirO que é a doença?
O site do Ministério da Saúde, explica que a doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.
Sintomas
Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;Aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas brancas acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;Mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.
Tratamento:
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela melhora espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.