Casos de osteoporose e osteopenia devem triplicar até 2050, estima OMS

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 10 milhões de brasileiros são afetados pela doença

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O aumento da população idosa tem gerado crescimento no número de fraturas ósseas relacionadas a doenças como osteoporose e osteopenia. Estimativa da OMS ( Organização Mundial da Saúde) aponta que casos dessas doenças devem triplicar até 2050, chegando a cerca de 6,3 milhões de diagnósticos no mundo.

OMS estima que casos da doença tripliquem até 2050 – Foto: Pexels/Divulgação/NDOMS estima que casos da doença tripliquem até 2050 – Foto: Pexels/Divulgação/ND

Dados do Ministério da Saúde, apontam que no Brasil 10 milhões de brasileiros são afetados pela doença –  que aumenta consideravelmente o risco de fraturas devido à fragilidade dos ossos.

A osteopenia é uma redução da massa óssea que, ao não ser tratada, pode evoluir para osteoporose.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Exame para diagnosticar a doença

Levantamento feito pela Fidi (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem) -gestora de serviços de diagnóstico por imagem na rede pública  – aponta que  foram realizados cerca de 22 mil exames de densitometria óssea, entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022. O exame é o mais utilizado para diagnosticar osteoporose e osteopenia.

Angela Soares, médica radiologista,  explica que exames de imagem são fundamentais para acompanhar a evolução da doença. “Por meio da densitometria óssea, é possível avaliar as chances de fraturas e checar a medida quantitativa da perda da massa óssea. A partir deste diagnóstico, o especialista vai definir o tratamento mais adequado para evitar que a doença evolua”, comenta.

Mulheres são mais afetadas

Dos exames feitos entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022, a maioria  (90%) foram realizado em mulheres e apenas 10% em homens.

As mulheres costumam ser as mais afetadas pelas doenças. Segundo a especialista, a explicação para o público feminino ser o mais atingido, é por conta da redução de estrogênio  –  hormônio que ajuda a equilibrar a saúde dos ossos em pessoas do sexo feminino. Após a menopausa, os níveis desse hormônio caem, deixando as estruturas ósseas mais finas e frágeis, o que pode levar a osteoporose em mulheres

“A osteoporose e a osteopenia não têm cura, mas ambas podem ser minimizadas com o aumento da qualidade de vida, exercícios e alimentação balanceada, com dieta rica em cálcio. Para pacientes com alto risco de fraturas, é recomendado o tratamento medicamentoso, geralmente com remédios via oral e, caso haja alguma restrição, injetáveis”, conclui a médica.

Tópicos relacionados