Foram confirmados, nesta quinta-feira (15) oito casos de raiva em gado na região da Amurel (Associação de Municípios da região de Laguna). Fato que preocupara os pecuaristas e gera um alerta sobre a doença. Dos oito animais, sete são de Pedras Grandes e um em Tubarão no Sul de Santa Catarina (SC).
A Cidasc (Companhia Integrada Desenvolvimento Agrícola de SC) ainda investiga mais dois casos em São Ludgero. Causada pelo vírus do gênero Lyssavírus, a raiva é transmitida através da saliva pela mordida ou até mesmo um arranhão.
Oito casos de raiva em gado foram confirmados na região da Amurel no Sul de SC – Foto: Reprodução/RICTV Record TVA doença pode acometer seres humanos. De acordo com a Cidasc, ela apresenta três formas de contaminação: em animais urbanos como cães e gatos; rural, representado por animais de produção, como bovinos e suínos; e ainda, os animais silvestres, como raposas e morcegos.
Seguir“A raiva é uma doença letal, ou seja, ela não tem cura. A Cidasc atua no controle e prevenção da raiva dos herbívoros, atendendo as notificações e fazendo a colheita de amostras para estudos em laboratório”, explica a Gestora de Defesa Agropecuária de Tubarão da Cidasc, Angela Zimmermann.
Como se prevenir contra a doença?
Em casos de mordidas por parte de animais, a orientação do Cidasc é a procura mais rápida possível por atendimento médico, lavar o local afetado com água e sabão e aplicar produto antisséptico.
A vacinação anual de cães e gatos, também, é importante para evitar o contágio e progressão da doença. Além disso, orientação da Cidasc é que as pessoas evitem ter contato com morcegos e outros animais silvestres que possam estar contaminados com raiva.
Da mesma forma, a Cidasc alerta os pecuaristas para que não se coloque a a mão na boca de cavalos ou bovinos que estejam com dificuldade de locomoção e/ou salivação intensa. Já que a doença é transmitida pela saliva.
Confira orientações da Cidasc para o rebanho:
- Vacine seu rebanho contra a raiva;
- Informe ao escritório da Cidasc mais próximo sempre que seus animais ficarem doentes e apresentarem dificuldade para caminhar, se alimentar, e/ou agressividade
- Caso seus animais tenham marcas de mordedura causada pelo morcego hematófago, comunique a Cidasc, mesmo que não estejam doentes;
- Avise ao médico veterinário da Cidasc se souber de algum local que possa abrigar morcegos hematófagos, tais como, cavernas, grutas, ocos de árvore, túneis, bueiros, passagem sob rodovias, cisternas e poços, casas e construções abandonadas.
- ATENÇÃO! Nunca tente capturar um morcego, chame um profissional capacitado para que seja removido adequadamente.