O aumento do número de casos por transmissão comunitária de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) aumentou em Florianópolis, classificando a Capital como nível alto, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado na quinta-feira (17).
Confira o mapa das capitais:
Análise de tendência de casos de SRAG até a última semana para registros nas capitais, com base no município de residência – Foto: FioCruz/Reprodução/NDConforme o boletim, das 27 capitais, apenas São Luís, no Maranhão, integra a macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico; Belém, Macapá e Palmas estão em macrorregiões em nível epidêmico.
Além de Florianópolis, outras 20 capitais estão em nível alto nessa classificação, como Belo Horizonte e Brasília. Nenhuma capital está em nível extremamente alto.
SeguirMapa dos Estados
Em um recorte estadual, três dos 26 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, apresentam sinal de crescimento nas últimas seis semanas. Todas as demais apresentam sinal de queda, a longo prazo. Porém, Ceará, Maranhão, Sergipe e Tocantins apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, nas últimas 3 semanas.
Em todos os Estados que apresentam algum sinal de crescimento, os dados por faixa etária sugerem que o crescimento do cenário está restrito à população infantil. Na população adulta mantém-se uma queda ou estabilidade nos casos registrados.
Análise de tendência de casos de SRAG até a última semana para registros nas Unidades Federativas, com base no município de notificação – Foto: FioCruz/Reprodução/NDMapa das macrorregiões
Nenhum Estado brasileiro possui macrorregiões de saúde em um nível considerado extremamente alto. A análise foi feita entre 6 de fevereiro a 12 de março de 2022. Veja o mapa:
Análise de tendência dos casos semanais de SRAG até a última semana para as macrorregiões desaúde, com base no município de notificação – Foto: FioCruz/Reprodução/NDAnálise nacional
Os dados laboratoriais mostram um aumento nos casos associados ao VSR (Vírus Sincicial Respiratório) na faixa etária de 0 a 4 anos e interrupção de queda nos casos associados à Covid-19, na faixa etária de 5 a 11 anos.
O VSR é um Pneumovirus e um dos principais agentes de infecção aguda nas vias respiratórias. Geralmente causa bronquiolite aguda e pneumonia, especialmente em bebês prematuros, no primeiro ano de vida.
Entre a população adulta, nota-se desaceleração gradual na taxa de queda de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), indicando uma estabilidade nos casos de contaminação, com exceção da população de pessoas acima de 70 anos, que ainda apresenta queda.