Em todo o Brasil, cerca de 15 mil grávidas que tomaram a primeira dose da Astrazeneca aguardam definição do Ministério da Saúde quanto à aplicação do reforço vacinal. Até às 15h desta quinta-feira (13), o órgão não havia definido o prosseguimento no esquema vacinal, uma vez que a aplicação do imunizante foi suspensa para o grupo.
Imunização de gestantes com Astrazeneca está suspensa desde o dia 10 de maio, entretanto 15 mil grávidas em todo o Brasil já tomaram a primeira dose – Pixabay/Divulgação/NDO número corresponde a cerca de 67% das grávidas que tomaram a primeira vacina até o dia 10 de maio, data em que foi suspensa toda a vacinação do grupo – retomada parcialmente nesta quarta-feira (12). Os dados são do Ministério da Saúde.
De todas as 22 mil gestantes vacinadas até a data, cerca de 3,5 mil tomaram Coronavac e quase quatro mil foram imunizadas com a Pfizer. A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Sanitária de SC) não tem estimativa do número de gestantes imunizadas com Astrazeneca em Santa Catarina.
SeguirO aplicação do imunizante fabricado pela Oxford/Fiocruz no grupo está suspensa desde o dia 10. Grávidas e puérperas com comorbidades voltaram a ser imunizadas nesta quinta-feira (13) em Santa Catarina, mas apenas com as vacinas Coronovac e Pfizer.
A imunização de grávidas sem comorbidades segue suspensa em Santa Catarina, informa a Dive. Por enquanto, não há previsão de retomada. A medida foi orientada também pelo Ministério da Saúde nesta quarta, por meio de um informe técnico.
Suspensão
A interrupção foi motivada após o caso de uma gestante de 35 anos que morreu dias depois de tomar a vacina contra a Covid-19. Ela desenvolveu um caso de trombose, no Rio de Janeiro. É investigada se há relação direta entre a vacina e a formação do coágulo.
De todos as 15 mil imunizações de gestantes e puérperas com AstraZeneca, apenas dois eventos graves foram notificados. Este é o único referente a trombose, conforme o Ministério da Saúde.
A vacinação prioritária de gestantes é defendida pelos especialistas. O Brasil conta com uma média semanal de 25,8 gestantes e puérperas mortas por Covid-19. Comparado ao ano anterior, o número mais que dobrou: a média era de 10,3 vítimas.