Chá orgânico com formigas, larvas mortas e pelo humano é apreendido pela Vigilância em SC

Produto foi fiscalizado em estabelecimento comercial no município de Tubarão, no Sul do Estado; Divs determinou que órgãos competentes verifiquem comércios em Santa Catarina

Redação ND Florianópolis

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Um chá orgânico de camomila foi apreendido por uma equipe de fiscalização da Divs (Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina) em um comércio de Tubarão, no Sul do Estado.

O motivo foi uma série de irregularidades no produto: três formigas, pelo humano, pelo de animal não identificado e seis larvas.

Chá de camomila com formigas e pelos foi apreendido em comércio de Tubarão – Foto: Reprodução/PixabayChá de camomila com formigas e pelos foi apreendido em comércio de Tubarão – Foto: Reprodução/Pixabay

A Diretoria de Vigilância Sanitária catarinense tornou pública a apreensão do produto com uma notificação no DOE (Diário Oficial do Estado) desta segunda-feira (8).

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“Produto em desacordo com a legislação, conforme Laudo de análise definitivo, resultado insatisfatório quanto ao parâmetro microscópico por apresentar matéria estranha indicativa de risco (3 fragmentos de inseto formiga) e matéria estranha indicativa de falhas das boas práticas (1 fragmento de pelo humano, 1 fragmento de pelo de animal não identificado, 4 larvas mortas e 2 fragmentos de larva”, diz o registro da Divs.

Com isso, foram feitas algumas determinações:

  • que a empresa produtora e distribuidora realize o recolhimento do produto;
  • que órgãos competentes da Vigilância Sanitária das Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Santa Catarina fiscalizem os estabelecimentos de comércio de alimentos para verificar o cumprimento da referida notificação;
  • que locais de comércio retirem o produto da exposição ao consumidor.

“Trata-se de produto coletado em atendimento ao Programa de Monitoramento de Alimentos, analisado pelo Lacen/SC, que apontou irregularidades quanto ao parâmetro microscópico conforme RDC 14/14 da Anvisa“, reforça a nota emitida pela SES (Secretaria de Estado da Saúde).

A Secretaria complementa ressaltando os riscos da situação e informa que já toma as medidas cabíveis.

“De acordo com a RDC 14,  o risco ‘é função da probabilidade da ocorrência de um efeito adverso à saúde e da gravidade de tal efeito, como consequência de um perigo ou perigos nos alimentos’. Informamos que foi aberto processo administrativo e que a Vigilância Sanitária responsável pela inspeção da indústria produtora já foi comunicada”.

O que dizem os responsáveis pelo chá

O produto recolhido é um chá de camomila orgânico, da marca Organicum. De acordo com o registro da Divs, a ação foi realizada na KFG, em Tubarão. A reportagem do ND+ entrou em contato com o estabelecimento, que enviou uma nota.

“A KFG Comércio de Produtos Alimentícios LTDA. vem por meio desta nota pronunciar-se sobre a publicação no Diário Oficial Eletrônico de Santa Catarina, do dia 08 de novembro de 2021.

A empresa não foi notificada pelos órgãos oficiais até o presente momento, mas responderá diretamente a eles se isso ocorrer. Desta forma, indicamos que nossas equipes técnicas aguardam novas informações”.

Já a produtora do chá é a Hilê, indústria de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, que também respondeu à reportagem.

A empresa explicou que ainda não havia sido notificada sobre o caso. Em nota, a Hilê destaca ainda que o chá é produzido diariamente, e nunca houve ocorrência parecida.

“Temos todos os manuais de boas práticas. Porém, assim que o produto sai da fábrica, não sabemos a forma de acondicionamento desse produto. Nós conseguimos nos responsabilizar até o momento da saída da indústria. Posteriormente, se ele não for acondicionado em uma temperatura adequada, pode ter esses problemas. Vários pontos devem ser analisados”.

Segundo a própria empresa, o mau armazenamento do produto pode ocasionar o aparecimento deste tipo de componentes por conta da fabricação que é livre de venenos.

“Na legislação de chás, é permitido algum tipo de matéria estranha. Esse chá é orgânico, então ele é livre de inseticidas, cultivado de forma rudimentar, ele não é livre, como a própria legislação diz, de não ter alguma formiga por exemplo. A Hilê fabrica, enviamos direto para KFG, a partir da saída da indústria não somos responsáveis pelo acondicionamento”, explica a nota da Hilê.

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