O prefeito Luciano Buligon (PSL) anunciou toque de recolher por cinco horas durante 15 dias em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, por conta do aumento de casos confirmados da Covid-19. A medida faz parte das novas ações restritivas anunciadas nesta semana pelo governo estadual para conter o avanço da doença.
Prefeito Luciano Buligon concedeu coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4) – Foto: Reprodução/Prefeitura de ChapecóO decreto estadual com as novas normas deve ser publicado no Diário Oficial ainda nesta sexta-feira. Ciente das ações, Buligon já adiantou que Chapecó vai cumprir as regras definidas em comum acordo com os prefeitos das 21 maiores cidades do Estado.
“Estamos em perfeito alinhamento com o governo do estado nessa cruzada para diminuir o contágio e reduzir as internações hospitalares que nos preocupa muito”, explicou Buligon. Medidas semelhantes foram adotadas nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.
SeguirFicou definida implementação de um toque de recolher durante a madrugada (das 23h59 às 5h) e pela manutenção do transporte coletivo, desde que seja respeitada uma ocupação máxima de 70% da capacidade dos ônibus. As medidas são para todo o Estado por um período de 15 dias.
Em relação ao comércio, ficou definida a possibilidade de ampliação dos horários de atendimento no fim de ano, para não promover aglomerações. Na parte da noite, os estabelecimentos deverão fechar as portas até as 23h, com a possibilidade de atender os clientes que já se encontrarem no local até meia-noite.
Também será tornado obrigatório o uso da máscara em todos os ambientes, com exceção dos espaços domiciliares. O governador Carlos Moisés salienta que as medidas têm o objetivo de frear o avanço da doença ao mesmo em que mantêm as atividades econômicas do Estado em funcionamento.
Buligon enfatizou que a ação também deve ajudar na redução dos acidentes de trânsito, consequentemente na ocupação de leitos de UTI e enfermaria nos hospitais.
Fiscalização
O prefeito de Chapecó comentou que equipes das forças de segurança produziram um plano estratégico para a fiscalização de cumprimento das medidas anunciadas. Farão parte do projeto as polícias Militar, Civil e Guarda Municipal, além da Vigilância Sanitária.