Check-ins ajudam na rastreabilidade e prevenção à Covid-19 em Florianópolis

Registros feitos por usuários já chegam a 1.255.824 na cidade; uso da plataforma é uma forma anônima de ajudar toda a sociedade, afirma Vigilância Epidemiológica

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp
Fazer o check in é importante para proprietários e funcionários dos estabelecimentos da cidade, destaca a Vigilância Epidemiológica da Capital – Bruno Nass/Beiramar Shopping/Divulgação/NDFazer o check in é importante para proprietários e funcionários dos estabelecimentos da cidade, destaca a Vigilância Epidemiológica da Capital – Bruno Nass/Beiramar Shopping/Divulgação/ND

Já chega a 1.255.824 o número de check in feitos pelos usuários na Smart Tracking, plataforma utilizada pela Prefeitura de Florianópolis para rastrear casos de contaminação da Covid-19 no comércio, serviços e outras atividades na Capital. Hoje, o sistema conta com 5.288 estabelecimentos cadastrados e 78.966 usuários únicos.

O aumento no número de check ins na cidade e do banco de dados possibilita maior capacidade de rastreabilidade, destaca o prefeito de Florianópolis. “Nessa luta contra uma doença ainda pouco conhecida, durante uma pandemia toda ferramenta que possibilite um certo controle e rastreabilidade, é importante. Agradecemos a todas as pessoas que têm feito os check ins e colaborado, portanto, com esse banco de dados de rastreabilidade de possíveis contágios pela Covid-19”, afirma.

Até essa segunda-feira (27) pela manhã, foram feitos 102.100 check ins em restaurantes, 287.541 em academias, 13.589 em clínicas e hospitais, 12.895 em hotéis, 258 em igrejas, 87.542 em supermercados e 285.643 em outros ramos de atividades na Capital. Apesar de suspenso, o transporte público foi a categoria que mais teve registro de check ins, com 427.028 usuários cadastrados.

Ação anônima que beneficia a todos

Ana Vidor, gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, reforça que se registrar no check in beneficia a todos. “É importante para quem pode vir a ficar doente, porque mesmo sem ser identificada, essa pessoa permite que outras em risco possam fazer o teste, para quem frequenta os lugares e pode ser contato de um caso positivo que nem conhece e o check in vai permitir que elas sejam avisadas de que foram colocadas em risco. Com isso essas pessoas podem ser cuidadas e, se for o caso, podem fazer o teste”, explica.

Ana acrescenta que a iniciativa também beneficia os proprietários e trabalhadores dos estabelecimentos. “Se for identificado algum caso positivo, os funcionários poderão se ser protegidos e realizar o testes. Quanto mais pessoas fizerem os check ins, mais fácil será para a gente identificar quem está em risco e avisá-los para que tomem os cuidados necessários. Lembrando que o check in é completamente sigiloso, os dados de quem fica doente e dos contatos não são revelados para ninguém, nem para a Vigilância, só recebemos os códigos. É um jeito anônimo de ajudar todo mundo na sociedade”, enfatiza.

Apesar de suspenso, transporte coletivo teve maior registro de check ins até o momento, 427.028, segundo dados da Smart Tracking – Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/NDApesar de suspenso, transporte coletivo teve maior registro de check ins até o momento, 427.028, segundo dados da Smart Tracking – Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/ND

Aumento na rastreabilidade

Jucelha Carvalho, CEO da startup Smart Tracking, explica como a ferramenta auxilia na rastreabilidade. “Com o banco de dados aumentando, as chances de rastreamento em massa aumenta, já que os identificados positivos, que tenham feito o check in, a partir de agora, que estejam no banco de dados, terão todo o trajeto durante os 15 dias anteriores aos sintomas, podendo desta forma alertar milhares de pessoas e dezenas de locais ao mesmo tempo. Por isso é importante que o check in seja feito sempre”, esclarece.

O check in pelo usuário é opcional mas é recomendado pela administração municipal, que, orienta os usuários a realizarem o registro na plataforma toda vez que entrarem em um local que tenha o cartaz com o QR Code.
A plataforma foi desenvolvida pela Smart Tour, startup brasileira sediada em Florianópolis e todos os procedimentos estão de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados.

“É importante frisar que o uso do Smart Tracking (QR Code) não invade a privacidade do usuário e nem expõe seus dados ou dos estabelecimentos participantes. Todas as informações são criptografadas e mantidas em completo anonimato durante todo o processo, chegando, sob forma de IDs (números) até as autoridades de saúde, tornando praticamente impossível identificar quem é o usuário”, acrescenta Jucelha.

Por meio do check in, uma pessoa que pode ter tido contato com um caso positivo e nem sabe pode ser avisada desta situação e procurar os cuidados de saúde necessários – PMF/Divulgação/NDPor meio do check in, uma pessoa que pode ter tido contato com um caso positivo e nem sabe pode ser avisada desta situação e procurar os cuidados de saúde necessários – PMF/Divulgação/ND

Como os estabelecimentos podem aderir à plataforma

A adesão das empresas ao sistema de check in é obrigatório e foi determinada via decreto municipal, como requisito para o retorno à atividade econômica de shoppings, academias e galerias comerciais. Aos clientes, o check in por QR Code é opcional mas é recomendada pela administração municipal, já que ajuda a rastrear contaminações e pessoas que possam ter tido contato com casos positivos para doença.

Para utilizar o check in, as empresas devem gerar um QR Code na plataforma online. Não são aceitos dados obtidos por outros QR Codes ligados à outros sistemas, que não seja o da Smart Tour, a empresa que gerencia o sistema em parceria com a Prefeitura de Florianópolis. Os estabelecimentos também devem orientar os clientes quanto à necessidade de realização do check in.

Para gerar o QR Code de Rastreamento de Contatos Smart Tracking para o estabelecimento comercial, basta acessar o link https://smarttourbrasil.com.br/smart-tracking-qrcode e preencher o cadastro com os dados solicitados. Em seguida, já é possível fazer o download do QR Code gerado. A imagem deve ser impressa colorida. Após isso, o cartaz deve ser fixado na entrada do estabelecimento.

Como realizar o check in

A administração municipal orienta que a população faça o check in em todas as vezes que entrar no ônibus, em uma loja, academia, ou qualquer outro local que tenha o QR Code. Um breve cadastro é necessário apenas na primeira vez que o registro for feito. Caso prefira, o usuário pode realizar esse cadastro antes mesmo de efetuar um check in. Basta acessar o site www.covidometrofloripa.com.br e clicar na aba “RASTREAMENTO QR CODE”. Feito isso, basta apontar a câmera no QR Code sempre que o usuário entrar em qualquer local.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.