O programa também dispõe que os países mais ricos concordem em comprar vacinas potenciais e ajudar a financiar o acesso para os países mais pobres. As informações são ABC.
China declarou que fará parte do consórcio Covax na quinta-feira (8) – Foto: Reprodução/ND“Estamos dando esse passo concreto para garantir a distribuição equitativa de vacinas, especialmente para países em desenvolvimento, e esperamos que países mais capazes também se juntem e apoiem a Covax”, disse a porta-voz do ministério Hua Chunying em comunicado.
SeguirA OMS (Organização Mundial da Saúde) saudou o anúncio, afirmando em comunicado que “o número de países que aderem à instalação da Covax cresce a cada dia e temos o prazer de ver a China aderir formalmente”.
A decisão do governo chinês também surge em meio a críticas internacionais sobre como o país está lidando com a pandemia. Pesquisa recente realizada pelo Pew Research Center descobriu que as opiniões negativas sobre a China aumentaram drasticamente em 2020. Assim, uma vacina candidata bem-sucedida poderia ajudar o país a restaurar sua reputação no exterior.
A China declarou ainda que o vírus é um desafio comum para a humanidade e recentemente assinou acordos com nações em desenvolvimento, como Indonésia e Filipinas, para fornecer acesso prioritário a uma de suas vacinas candidatas. O país asiático também ofereceu um empréstimo de US $ 1 bilhão a países da América Latina.
O que resta saber é como a China se engajará com a aliança, disse o Dr. Gagandeep Kang, vice-presidente do Conselho da Coalizão para Inovações de Preparação para Epidemias. A Covax trabalha de diferentes maneiras, desde testes e avaliação de vacinas até o envolvimento com fabricantes menores em diferentes partes do mundo. A maioria dos países está entrando na Covax para tentar obter acesso a vacinas que não estão sendo fabricadas internamente, disse ela.
A aliança planeja comprar 2 bilhões de doses até o final de 2021.