China anuncia medidas para reduzir número de abortos e aumentar taxa de nascimentos

País vive queda histórica no crescimento populacional e vai incentivar famílias a terem mais de um filho

Redação ND Florianópolis

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Autoridades em Saúde da China anunciaram nesta terça-feira (16) novas diretrizes para a saúde reprodutiva, com uma série de ações para limitar o número de abortos realizados no país e incentivar as famílias a terem mais filhos. A medida busca aumentar a taxa de natalidade, que hoje é considerada uma das menores do mundo.

Políticas públicas vão incentivar que as famílias tenham mais e um filho – Foto: Freepik/Divulgação/NDPolíticas públicas vão incentivar que as famílias tenham mais e um filho – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Para garantir o aumento populacional até 2025, o governo chinês vai solicitar às províncias que adotem iniciativas de apoio à fertilidade, como redução de impostos, planos de saúde e auxílios à moradia, educação e trabalho para casais com filhos.

Entre as regras obrigatórias propostas pela Comissão Nacional de Saúde (CNS), estão a abertura de creches para atender todas as crianças de dois a três anos e a inclusão de tecnologias de reprodução assistida no sistema de saúde nacional.

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A CNS afirmou que também vai investir em campanhas públicas de conscientização, que buscam prevenir gestações indesejadas, mas ao mesmo tempo reduzir abortos que não são “medicamente necessários”.

No país chinês, o aborto é permitido e acessível para quase toda a população. Entre 2015 e 2019, segundo a CNS, foram realizados mais de 9,5 milhões de procedimentos.

A China chegou a instituir uma “política do filho único”, para limitar o crescimento populacional. Mulheres que já eram mães precisaram até interromper as gestações consideradas “ilegais”.

A política, no entanto, fez com que o país registrasse nos últimos anos a menor taxa de crescimento populacional desde a década de 1950 e o governo voltou atrás. Os nascimentos em 2022 também devem apresentar queda e ficar abaixo de 10 milhões. O país tem hoje 1,4 bilhão de habitantes.

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