Cidade do Norte de SC confirma primeiro caso de febre oropouche

Segundo o município, a paciente tem entre 40 e 50 anos; doença é transmitida pelo mosquito maruim

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Joinville

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A Secretaria de Saúde de Corupá, cidade do Norte de Santa Catarina, confirmou o primeiro caso de febre oropouche nesta quinta-feira (5). A confirmação veio após exame realizado fora do estado. Segundo o município, a paciente, que tem entre 40 e 50 anos, está bem.

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    Picada do maruim pode causar dor, urticária e vermelhidão - Reprodução/NDTV
    Picada do maruim pode causar dor, urticária e vermelhidão - Reprodução/NDTV
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    Maruins tem interferido na qualidade de vida dos moradores em SC - Jaqueline Fischer/Reprodução ND
    Maruins tem interferido na qualidade de vida dos moradores em SC - Jaqueline Fischer/Reprodução ND
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    Picada de mosquito pode causar a doença - Jaqueline Fischer/Reprodução ND
    Picada de mosquito pode causar a doença - Jaqueline Fischer/Reprodução ND

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da febre oropouche se assemelham aos da dengue, como febre, dores no corpo e nas articulações, além de dor de cabeça e fadiga, embora seja menos letal. A doença é transmitida pelo mosquito maruim.

Primeiro caso da febre oropouche em Corupá

Em nota, a secretaria do município tranquilizou a população, apesar de não haver um tratamento específico para a doença. “Outros municípios da região também já confirmaram casos da doença, sendo que todos os que contraíram a oropouche estão estáveis”, destacou a nota.

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Ainda segundo o Ministério da Saúde, não há um tratamento específico para a febre oropouche, mas o paciente deve permanecer em repouso e ter acompanhamento médico. Podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos comuns para aliviar os sintomas.

Entenda a origem do mosquito maruim

O professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Carlos José de Carvalho Pinto, explicou ao ND Mais como e onde o mosquito costuma proliferar.

 Febre oropouche em Corupá Doença deixou autoridades em alerta – Foto: Reprodução/Labclasspardini/ND

Conforme o professor, após copular, as fêmeas colocam os ovos em locais úmidos e com bastante matéria orgânica. Com isso, as larvas podem se criar em mangues, brejos, pântanos ou matéria orgânica em decomposição.

“Aqui no estado de Santa Catarina já foi visto que as fêmeas colocam ovos no resto das bananeiras, que são cortados após a colheita do cacho, visto que é um ambiente úmido e com muita matéria orgânica”, comentou.

A febre é causada por um vírus que pode ser encontrado em animais silvestres como bicho-preguiça e macacos. “Assim, insetos que picam esses animais e picam também o humano podem transmitir esse vírus para as pessoas”, complementou.

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