A cidade do Rio de Janeiro enfrenta um surto de Influenza A, com mais de 23 mil casos. Na última semana, a Fiocruz alertou para o risco que os demais grandes centros urbanos e turísticos enfrentam devido à possibilidade de importação da doença.
Santa Catarina apresenta sinal de queda de incidência na doença – Foto: Leo Munhoz/NDSegundo informações da prefeitura do Rio, o número de casos é 738% maior que o total de casos de Covid-19 no mesmo período. Conforme o último boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (9), o Estado do Rio já tem a presença do vírus tanto em crianças quanto na população adulta.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que o relaxamento das medidas de proteção contra a Covid-19 (que ajuda a prevenir contra infecções respiratórias) e a baixa vacinação contra a gripe contribuem para o surto.
SeguirQual é o risco para Santa Catarina?
Conforme os dados do boletim Infogripe, 12 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento da doença nas últimas seis semanas (tendência de longo prazo). São elas: Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo.
No entanto, Santa Catarina está entre os dez Estados que apresentam sinal de queda. Os demais locais em baixa para a doença são Alagoas, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Um Estado apresenta sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, ou seja, nas últimas três semanas: Alagoas, porém a oscilação ainda fica próxima a um valor estável.
Faixa etária
O quadro nacional apresenta crescimento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em todas as faixas etárias abaixo de 60 anos. Tal cenário é mais claro no grupo etário de crianças a jovens adultos, até 29 anos.
“Nas faixas etárias entre 30 e 59 anos o crescimento é relativamente leve, porém consistente, reforçando a necessidade de cuidados”, destaca o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.
No caso das crianças de até 9 anos, os resultados laboratoriais associados a esses casos seguem apontando predomínio de vírus sincicial respiratório, que acompanha a tendência de aumento de SRAG nessa faixa etária.
Já nas demais faixas etárias os casos de SRAG se mantêm majoritariamente associados ao Sars-CoV-2 (Covid-19) com exceção do Estado do Rio de Janeiro, que apresentou presença do vírus influenza A tanto em crianças quanto na população adulta.