Cirurgia de bebê de 2 meses é adiada pela 2ª vez por falta de leito em Florianópolis, diz mãe

Mãe relata sua angústia para conseguir a operação para corrigir problema que impede a filha de respirar completamente

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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A pequena Valentina, de apenas dois meses, teve sua cirurgia adiada pela segunda vez, segundo sua mãe, Gisele Pereira. A operação, de acordo com o governo estadual, seria realizada nesta sexta-feira (20), mas foi adiada devido à falta de leitos no Hospital Infantil Joana de Gusmão.

Família aguarda há mais de 40 dias por cirurgia no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis – Foto: HIJG/Divulgação/NDFamília aguarda há mais de 40 dias por cirurgia no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis – Foto: HIJG/Divulgação/ND

A família está aguardando há mais de 15 dias no Hospital Infantil, além da espera de outros 40 dias anteriores em Pato Branco. Em Florianópolis, diversas “falsas esperanças” já foram apontadas.

A SES (Secretaria de Saúde do Estado) confirmou ao ND+ a falta de leitos na Unidade, motivo porque o procedimento ainda não foi feito. De acordo com a pasta, “devido à ocupação elevada de UTI,  de 93,7% e 100%, não foi possível realizar a cirurgia eletiva da paciente, pois a mesma precisaria de UTI”.

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Gisele, fala com tristeza da notícia. “A cirurgia foi adiada duas vezes. Falaram que, se a gente fosse para casa, a cirurgia ia demorar meses. A gente vai ficar, mas estamos esgotados, não sei mais o que fazer”, disse a mãe.

Família viajou mais de 600 quilômetros para realizar a cirurgia e, até o momento, nenhuma resposta concreta foi dada – Foto: Gisele Pereira/Divulgação/NDFamília viajou mais de 600 quilômetros para realizar a cirurgia e, até o momento, nenhuma resposta concreta foi dada – Foto: Gisele Pereira/Divulgação/ND

A família viajou mais de 600 quilômetros para conseguir a cirurgia para a filha. A distância entre São Lourenço do Oeste, no interior do Estado, até Florianópolis fica ainda maior pela falta de recursos para auxiliar Valentina na luta por sua vida.

Gisele conta que foi preciso abandonar tudo, fazer ação entre amigos e contar com o auxílio de familiares e amigos para se manter em Florianópolis, uma Capital cara para se manter.

Cirurgia ajudaria a criança a respirar corretamente

A recém-nascida tem “atresia de coana”, uma mal formação congênita que impede a comunicação entre a cavidade nasal posterior e a nasofaringe. O problema faz com que ela não consiga respirar corretamente, segundo a mãe.

Gisele relata ainda que já chegou a ficar dez noites sem dormir para conferir se a filha estava respirando. Um relato desesperado de uma mãe de primeira viagem que está lutando pela vida de sua filha.

SES diz que haverá nova avaliação

A SES informou em nota que uma nova avaliação do caso será feita na segunda-feira (23). Confira a nota na íntegra:

A direção do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) informa que, devido à unidade estar com ocupação elevada de UTI,  de 93,7% e 100%, não foi possível realizar a cirurgia eletiva da paciente, pois a mesma precisaria de UTI. 

Na segunda-feira será reavaliada a situação para então remarcar o procedimento.

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