Cloroquina não deve ser usada na prevenção contra Covid-19

Recomendação de especialistas é baseada em estudos clínicos com evidências de que medicamento não é eficaz contra a doença

Foto de Nathalia Kuhl, do Metrópoles

Nathalia Kuhl, do Metrópoles Brasília

Receba as principais notícias no WhatsApp

Diversos especialistas internacionais do GDG (Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes) da OMS (Organização Mundial da Saúde) publicaram em um painel, nesta segunda-feira (1º), uma diretriz pedindo que a hidroxicloroquina não seja usada no tratamento contra a Covid-19.

Uso da cloroquina não é eficaz contra a Covid-19 segundo especialistas internacionais – Foto: DivulgaçãoUso da cloroquina não é eficaz contra a Covid-19 segundo especialistas internacionais – Foto: Divulgação

A diretriz que foi publicada na revista científica “The BMJ” ressalta ainda que, desde julho do ano passado, a organização não tem encontrado benefícios no uso do antimalárico contra o coronavírus. Desta vez, a conclusão passa a ser uma orientação concreta e oficial para os países e profissionais de saúde.

De acordo com o documento, a recomendação é baseada em seis estudos clínicos com evidências de alto nível. Juntos, eles somaram mais de 6 mil participantes e confirmaram que o medicamento não é eficiente na prevenção contra a doença.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A OMS ainda pede que as pesquisas com a hidroxicloroquina como prescrição para a Covid-19 não sejam prioridade. O painel avalia que é importante concentrar esforços financeiros em medicamentos com mais chance de combater o coronavírus.

Sem efeito

O comitê ressalta ainda que evidências de alta certeza (que dificilmente mudarão com a publicação de novos estudos) apontam que a hidroxicloroquina não tem efeito significativo na prevenção de hospitalização e morte devido à Covid-19.

“O antimalárico também não teve efeito em evitar a infecção pelo Sars CoV-2, com evidências classificadas como moderadas (estudos clínicos com leves limitações e estudos observacionais bem delineados e com achados consistentes)”, diz o documento.

Tópicos relacionados