Uma nova reunião do Coes (Centro de Operações de Emergência em Saúde), prevista para começar às 20h desta quinta-feira (18), definirá quais propostas e recomendações no combate à pandemia de Covid-19 serão enviadas ao governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL).
Reunião debate novas medidas restritivas em Santa Catarina – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ Secom/Divulgação/NDO encontro acontecerá na sede da SES (Secretaria de Estado da Saúde), em Florianópolis. O horário do encontro foi modificado pela segunda vez. Em um primeiro momento a reunião estava agendada para as 14h, posteriormente marcada para as 17h, e confirmada as 20h.
Apesar do atraso, a tendência é que as recomendações discutidas pelo grupo sejam encaminhadas ao Executivo ainda nesta quinta.
SeguirAs medidas discutidas pelo grupo técnico nessa quarta-feira (17) serão analisadas pelo grupo decisório nesta nova reunião antes da apresentação da proposta final ao governador do Estado.
Grupo decisório discutirá medidas propostas ao governador Carlos Moisés – Foto: ReproduçãoSegundo a decisão da Justiça, o governo tem 24 horas para colocar em prática ações propostas pelo grupo. As medidas serão válidas pelas próximas semanas no Estado.
Conforme apurado pela reportagem do ND+, no primeiro encontro, nesta quarta-feira (17), ao menos quatro entidades foram favoráveis à adoção do lockdown nas regiões do Estado onde os indicadores de saúde estão mais graves: Grande Florianópolis e Planalto Norte e Nordeste.
As entidades que foram favoráveis ao pedido são:
- Conselho Estadual de Saúde;
- Coren (Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina);
- Cosems (Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina);
- Fecam (Federação Catarinense de Municípios).
Ao fim da reunião de quarta, o Coes definiu que não haverá lockdown neste momento. Em contrapartida, o grupo propôs novas ações para deter o contágio da Covid-19 no Estado.
Entre elas estão multas, horários diferenciados e uma atenção ainda maior durante a Páscoa. Também foram sugeridos fechamentos mais rígidos para as regiões que se encontram em situação mais graves.