Santa Catarina já registrou 90 mortes por dengue nos primeiros sete meses de 2023. O número de óbitos até 31 de julho é o mesmo do ano passado inteiro, de acordo com dados do Boletim Epidemiológico do governo estadual.
A situação da doença preocupa autoridades, principalmente às vésperas de um novo período sazonal de contágio. Por isso, nesta semana, uma equipe do Ministério da Saúde realizou visitas técnicas ao Estado.
SC chega a 90 mortes por dengue em oito meses de 2023, mesmo número de todo o ano passado – Foto: Leo Munhoz/NDOs dados atualizados da doença no Estado foram divulgados nesta quarta-feira (2), pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).
SeguirAlém das 90 mortes confirmadas, outras oito estão em investigação. Já são mais de 98 mil casos da doença registrados em 2023, contra 83.523 em 2022.
Visita do Ministério da Saúde
A incidência de casos de dengue costuma aumentar entre os meses de outubro a maio, já que o clima nestas épocas favorece a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti. Por isso, às vésperas do novo período sazonal, o governo do Estado já iniciou o planejamento de ações de combate.
Nesta semana, uma equipe especializada do Ministério da Saúde desembarcou em Florianópolis para uma série de reuniões e debates. Durante a visita técnica, novas ferramentas de combate à doença foram apresentadas a entidades e municípios.
Equipe técnica do Ministério da Saúde realiza visita a SC para debater cenário da dengue no Estado – Foto: DIVE/Divulgação/ND“A visita aconteceu ao longo dessa semana e nos permitiu discutir o cenário epidemiológico, a vigilância dos casos e dos óbitos, além de conhecer novas propostas para incorporar nas nossas estratégias, visando ampliar ainda mais as nossas ações de combate” destacou o diretor da Dive/SC, João Augusto Brancher Fuck.
Além dos técnicos do Ministério e da Vigilância Epidemiológica estadual, as gerências regionais de saúde de Florianópolis e Joinville também estiveram presentes no encontro. Os municípios de Blumenau, Brusque e Chapecó também enviaram representantes.
“Neste primeiro momento participaram os municípios de grande porte, com uma transmissão importante entre os anos de 2022 e 2023. Mas essa atividade será realizada com os demais municípios, em atividades previstas para os próximos meses”, diz o diretor.
Regionais de saúde de Florianópolis, Joinville e outros municípios, também participaram da visita – Foto: DIVE/Divulgação/NDAções imediatas
Ainda de acordo com o comando da Dive/SC, uma das primeiras estratégias a serem implantadas no Estado é o mapeamento de risco de transmissão. A ideia é conhecer os números para então definir áreas com maior risco de transmissão da doença.
“Dessa forma, vamos poder direcionar nossas ações para essas áreas, pensando em reconhecimento da realidade e na otimização do trabalho para reduzir o risco de transmissão”, finaliza João, afirmando que essa é apenas uma das ações previstas para os próximos meses.