Com o agravamento da pandemia em Santa Catarina, ganha corpo a mobilização suprapartidária e empresarial para acelerar o programa de imunização contra a Covid-19.
Municípios querem ter a possibilidade de comprar diretamente as vacinas para acelerar o programa de imunização contra a Covid-19 – Foto: Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/NDA percepção é que não tem como depender apenas do Ministério da Saúde, que desde 18 de janeiro distribuiu aos Estados só 15,4 milhões de doses de CoronaVac e Astrazeneca. Sem o produto, boa parte das cidades ainda enfrenta dificuldades para avançar, inclusive, na imunização dos idosos.
Até quarta-feira (3), a Fecam (Federação Catarinense de Municípios) já tinha recebido a adesão de cerca de 180 prefeituras interessadas na compra direta de 3 milhões de doses.
Seguir“O governo, por mais que ele queira, não vai conseguir vacinar todo o Brasil com a velocidade necessária e que todos querem”, diz o presidente da entidade, Clenilton Pereira (PSDB), que espera a sanção, pelo presidente Jair Bolsonaro, do projeto aprovado nesta terça-feira (2) pela Câmara Federal que autoriza os Estados, municípios e o setor privado a adquirirem os imunizantes com registro ou autorização temporária de uso no país.
É o que falta para garantir essa negociação direta.
“Nesse ritmo de imunização e com a nova variante do vírus, a situação no Estado vai agravar ainda mais”, alerta Clenilton, que defende uma força-tarefa intensiva, inclusive nos finais de semana e feriados, para aplicação das doses.
O prefeito de Araquari espera que os municípios consigam fechar em breve os contratos com a empresa TMT, uma das fornecedoras da Sputnik, que promete entregar os kits dentro de 20 dias.
As prefeituras, segundo ele, ainda têm em caixa recursos federais encaminhados para enfrentamento da Covid-19 e que podem ser usados nessas negociações.