Com fila de espera de 15 horas, Hospital Infantil de Florianópolis receberá nova emergência

Construção de nova ala emergencial do Hospital Infantil Joana de Gusmão é uma das ações previstas após o governo estadual decretar situação de emergência em unidades com problemas estruturais

Marcos Jordão Florianópolis

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O decreto que instaura situação de Emergência em saúde em Santa Catarina prevê a ampliação e a construção de uma nova emergência no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, que registra filas de espera de até 15 horas, conforme relatos para a reportagem do SC no Ar desta quarta-feira (29).

Hospital Infantil Joana de Gusmão receberá nova unidade de emergência – Foto: Daniel Queiroz/Arquivo/NDHospital Infantil Joana de Gusmão receberá nova unidade de emergência – Foto: Daniel Queiroz/Arquivo/ND

Além da atenção ao setor emergencial, o governo estadual prevê ainda incluir 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na unidade pediátrica.

“Nós temos equipes técnicas excelentes, mas nós temos estruturas muito precárias mesmo para o atendimento. Precisamos melhorar desde os banheiros, os consultórios até os quartos e as emergências onde os pacientes ficam. Precisamos receber com mais dignidade os pacientes”, explicou a secretária Carmen Zanotto.

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Espera de 15 horas para atendimento

Em meio ao cenário de lotação do setor de emergência do hospital em Florianópolis, o repórter do SC no Ar, da NDTV, Paulo Muller, conversou com o pai de uma criança que chegou na unidade às 12h da última terça-feira (28) e foi atendido apenas às 3h desta quarta, ou seja, 15 horas após chegar no local.

“Uma loucura. Muita gente entra e sai e mães chorando porque não seriam atendidas”, relatou o empreiteiro Nicolas da Silva Gutubir.

Reformas estruturais

De acordo com a SES (Secretaria de Estado da Saúde), a escolha pelas seis unidades da Grande Florianópolis é resultado de uma avaliação sobre os hospitais com o pior cenário estrutural da rede pública de saúde estadual.

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    Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
    Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
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    Hospital Governador Celso Ramos apresenta problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
    Hospital Governador Celso Ramos apresenta problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
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    Hospital Governador Celso Ramos apresenta problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
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    Hospital Governador Celso Ramos apresenta problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
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    Hospital Governador Celso Ramos apresenta problemas estruturais - SES/Divulgação/ND
    Hospital Governador Celso Ramos apresenta problemas estruturais - SES/Divulgação/ND

“Eles são as situações mais complexas que nós temos e precisamos dar uma solução desde a cobertura, revisão de parte elétrica e hidráulica, os banheiros precisam ter mais condições, as enfermarias e os espaço dos pacientes, todas essas áreas de atendimento”, explica a secretária Carmen Zanotto.

De acordo com o decreto assinado pelo governador Jorginho Mello, foi reconhecida as seguintes situações nos hospitais:

  • Infraestrutura predial inadequada;
  • Insuficiência no fornecimento da rede de fases medicinais;
  • Comprometimento das instalações elétricas, hidrossanitárias e de climatização.

Além das obras no Hospital Infantil Joana de Gusmão, está prevista melhorias internas e ampliação dos leitos de UTIs da Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis. Assim como uma nova emergência e ampliação da atual estrutura do Hospital Regional de São José.

De forma geral, é esperada adequações das infraestruturas prediais e os sistemas das redes de gases medicinais, assim como a reestruturação das instalações elétricas, hidrossanitárias e de climatização das estruturas públicas.

As ações serão implementadas e executadas no prazo de 180 dias a contar da data da publicação do decreto de situação de Emergência, ou seja, desde a última terça-feira (29).

Questionada pela reportagem do ND+, a SES informou que, no momento, não tem previsão de reformas emergenciais em outros hospitais da rede de saúde estadual.

Reflexo no atendimento

Ainda de acordo com o governo estadual, as melhorias realizadas para solucionar os problemas estruturais das unidades também devem refletir na ampliação de serviços em decorrências do aumento da ocupação de leitos, especialmente por conta da dengue e doenças respiratórias.

As unidades são referência para o atendimento no caso de casos graves da dengue, como os da dengue hemorrágica, em que o paciente precisará do atendimento de alta complexidade prestado pelos hospitais da rede estadual.

A SES reforça que os pacientes com sintomas leves da doença busquem o atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) e também nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento).

Para casos leves da doença, a secretaria reforça o pedido de que busquem o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e também nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento).

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