A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (12) a primeira morte no estado de um paciente por varíola dos macacos. O Estado já acumula 3.821 casos da doença.
São Paulo registra primeira morte por varíola dos macacos – Foto: Divulgação/Unsplash + DIVE/SCDe acordo com a secretaria, o paciente tinha 26 anos, morava na capital paulista e tinha diversas comorbidades, passando por um tratamento com antivirais para uso emergencial em casos graves. Ele estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto.
A secretaria municipal da saúde de São Paulo informou ainda que o paciente residia na zona norte paulistana.
SeguirSegundo a pasta, nas últimas semanas vem sendo observada uma “redução de novos casos”.
Casos em SC
Segundo o último boletim da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), desta terça-feira (11) o Estado tem 1.433 casos confirmados da doença. Confira as cidades e os números de infectados:
- Florianópolis – 118
- Balneário Camboriú – 45
- Joinville – 28
- Blumenau – 21
- São José – 17
- Itajaí – 15
- Palhoça -13
- Camboriú – 8
- Brusque – 6
- Biguaçu – 5
- Chapecó – 4
- Gaspar – 3
- Jaraguá do Sul – 3
- São João Batista – 3
- Indaial – 2
- Itapema – 2
- Navegantes – 2
- Tijucas – 2
- Abelardo Luz – 1
- Balneário Piçarras – 1
- Barra Velha – 1
- Bombinhas – 1
- Ilhota – 1
- Lages – 1
- Leoberto Leal – 1
- Paulo Lopes – 1
- Porto Belo – 1
- Riqueza – 1
- São Bento do Sul – 1
Não é somente transmissão sexual
Em agosto, Ana Cristina Vidor, gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis e médica epidemiologista, explicou para o ND+ que a varíola dos macacos não é uma doença de transmissão sexual. A doença pode ser transmitida desta forma, mas não de maneira exclusiva.
“Desde o início estamos batendo na tecla de que não é doença de transmissão sexual. Como a transmissão é por contato próximo, quanto mais contato, mais risco. Por isto as parcerias sexuais são de alto risco. Mas quem frequenta lugares com aglomeração sem máscara, quem trabalha com atendimento ao público (conversa próxima, sem máscara) também está altamente exposto”, explica Vidor.