Com um importante papel na recuperação de pacientes da Covid-19, o Centro de Reabilitação Cardiopulmonar Pós-Covid completou um ano nesta terça-feira (28) em Criciúma. Quase mil pessoas já foram ou estão sendo atendidas no Centro neste período.
Destas, 310 já completaram o tratamento das sequelas da doença e receberam alta. Aberto no dia 28 de outubro de 2020, o local possui psicólogo, nutricionista, enfermeiro, fisioterapeuta, médico do esporte, pneumologista e profissional de educação física para atender aos pacientes.
“Somos sobreviventes, outros não tiveram a sorte que nós tivemos de poder passar pela reabilitação. Devemos sempre servir de exemplo para as outras pessoas. Hoje é um dia de agradecer muito a todos que contribuíram para este local e com único objetivo de salvar vidas”, reforçou o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.
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Centro de Reabilitação Pós-Covid chega a um ano de funcionamento com quase mil atendimentos em Criciúma – Foto: Jhulian Pereira/DecomO centro atende integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Esse centro de reabilitação é um local de restauração de muitas vidas, muitos chegam em cadeira de rodas e saem daqui caminhando. Este espaço foi o primeiro e transformou em referência em nível nacional. Completamos um ano de muitas lutas, mas também de muitas glórias”, frisou o secretário de municipal de Saúde, Acélio Casagrande.
Mais de 32 mil consultas
Já foram realizadas no Centro de Reabilitação mais de 32 mil consultas. Sendo que no total foram mais de 53,3 mil procedimentos.
“É uma alegria ver cada um dos 310 pacientes recebendo alta e concluindo o tratamento, pois sabemos a importância da reabilitação na vida pós-covid”, frisou médico e coordenador do Centro de Reabilitação, Luiz Carlos Fontana.
Em busca de verbas para o Hospital Santo Agostinho
O Centro de Reabilitação funciona na antiga Casa de Saúde do Rio Maina, localizada na rua Luiz Pirola de Noé, no bairro Rio Maina. Durante os períodos mais duros da pandemia, além do Centro, um Hospital de Retaguarda da Covid-19 funcionou no local.
Porém, em setembro o hospital foi desativado devido a queda no número de pessoas infectadas e que precisavam de internação devido a Covid-19. Os aparelhos e estrutura física das salas de UTI e de internação não foram retirados do local.
A ideia da Secretaria de Saúde de Criciúma é transformar o local no Hospital Santo Agostinho. A Prefeitura tenta viabilizar o custeio do local através do governo do Estado. E segue em busca de alternativas.
Protesto de ex-trabalhadores marca cerimônia de um ano
Durante a cerimônia com corte de bolo do aniversário do Centro de Reabilitação, ex-funcionários da Casa de Saúde do Rio Maina fizeram um protesto. Com cartazes eles pediam o pagamento dos direitos trabalhistas.
Já que o local, onde hoje funciona o Centro, era um hospital psiquiátrico e nos últimos anos foi administrados pelo Isev (Instituto de Saúde e Educação Vida).
Segundo o Sindisaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região) o local foi fechado e os funcionários até hoje não receberam os direitos trabalhistas. Eles reivindicam cerca de R$ 2 milhões em dívidas deixadas pelo Isev. Um processo já tramita na Justiça.
A reclamação dos ex-funcionários é que a Prefeitura de Criciúma pagou cerca de R$1,8 milhões na compra do local ao proprietário. Porém esse valor não foi repassado para os ex-funcionários e não foi utilizado para a quitação dos débitos.
Durante o protesto, foi prometido pela Prefeitura a criação de um grupo de trabalho para analisar a reivindicação dos ex-funcionários do local.