Com queda nas internações, prefeitura de Itajaí desativa Centro de Combate à Covid-19

Estrutura temporária foi montada em março no anexo do Centreventos para atender moradores em tratamento

Kassia Salles Itajaí

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Após cerca de 90 dias de operação, a prefeitura de Itajaí desativou o Centro Municipal de Combate à Covid-19. O motivo é a queda no número de internações de pacientes doentes.

A estrutura já era temporária, e foi montada em março com o objetivo de atender a população por 90 dias. Com a desativação do centro, pacientes com Covid-19 devem ir até à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do CIS (Centro Integrado de Saúde). O CIS também teve redução nas internações, segundo a secretaria Municipal de Saúde.

Mais de 130 pacientes já foram atendidos no Centro Municipal de combate à Covid-19 – Foto: Prefeitura de Itajaí/DivulgaçãoMais de 130 pacientes já foram atendidos no Centro Municipal de combate à Covid-19 – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação

O centro foi implantado no anexo do Centreventos para atender pacientes em tratamento. No espaço, estavam disponíveis 37 leitos de enfermaria e quatro semi-UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Segundo a prefeitura, 321 moradores foram atendidos no Centro.

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Além do Centro Municipal, leitos de enfermaria e semi-UTI foram implantados também no CIS e no Centreventos, para atender a demanda da alta de internações em Itajaí.

Centro de Combate à Covid-19 foi desativado após queda no número de internações – Foto: Prefeitura de Itajaí/DivulgaçãoCentro de Combate à Covid-19 foi desativado após queda no número de internações – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação

Entre maio e junho de 2021, o Centro Municipal de Combate à Covid-19 registrou uma queda de mais de 20% na ocupação dos leitos semi-UTI, conforme a prefeitura. Os pacientes que ainda estavam internados no Centro Municipal continuarão o tratamento na UPA do CIS.

A UPA do CIS agora conta com 50 leitos de enfermaria, nove leitos semi-UTI equipados com respiradores e cinco leitos para pronto atendimento na sala de emergência. A unidade realiza uma média de 15 mil atendimentos mensais.

O que causou a redução?

O secretário de Saúde, Emerson Duarte, acredita que a queda no número de internações seja devido ao avanço na vacinação. Atualmente, moradores com 45 a 59 anos sem comorbidades já podem agendar para receber o imunizante.

Além disso, para o secretário, a utilização de testes antígenos para identificar pacientes positivos o quanto antes também colaborou para reduzir a necessidade de internação.

A ideia é avançar mais ainda com a vacinação, mas tudo depende das doses distribuídas pelo governo do Estado, por meio da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Com 33 salas de vacinação e o Centreventos, segundo Duarte, a cidade consegue absorver 15 mil doses da vacina por dia. O número real, no entanto, é bem menor.

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