Com surto de ‘urina preta’, estado pede que pessoas não comam três espécies de peixes

Comunicado foi direcionado ao município de Itacoatiara, que já registrou mais de 30 casos de rabdomiólise; restrição deve durar 15 dias e é necessária para investigar causa da doença

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Redação ND Florianópolis

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O governo do Amazonas pediu nesta quarta-feira (1º) que os moradores de Itacoatiara, no interior do Estado, evitem consumir os peixes Pirapitinga, Pacu e Tambaqui, que vivem em rios e lagos. As espécies podem estar associadas ao aumento de casos de “urina preta” no município, que fica a 176 quilômetros da capital Manaus.

Urina preta é enfrentada no Amazonas, e governo apura se surto tem relação com peixesForça-tarefa montada pelo governo do Amazonas apura origem dos casos, e pede que a população evite comer os peixes por um período de 15 dias – Foto: Arquivo/Pixabay/Reprodução/ND

A restrição deve durar 15 duas e é uma medida para conter a proliferação da rabdomiólise na região, nome da doença. Desde 1º de agosto, a FVS (Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas) registrou 52 casos de urina preta em todo o Estado.

São 36 casos em Itacoatiara, 2 em Manaus, 1 em Autazes, 1 em Caapiranga, 4 em Silves, 3 em Parintins, 4 em Borba e 1 em Maués. Uma pessoa morreu por conta da doença. A vítima moravam em Itacoatiara.

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Conforme a Fundação, o pescado com origem de criadores em tanques de piscicultura não está associado aos casos da doença, além de outras espécies de peixes encontrados nas bacias de rios e lagos da região.

Investigação

O Governo do Amazonas mandou comitiva formada por especialistas que para Itacoatiara nesta quinta-feira (02). O objetivo é investigar a fundo possíveis causas e formas de combater o surto de rabdomiólise, detectado recentemente.

A Síndrome de Haff, como também é chamada, é causada pela ingestão de peixes e crustáceos malconservados. A doença é rara e causada por uma toxina, que provoca lesão nos músculos – a chamada de rabdomiólise. Por conta da lesão, ocorre a liberação da proteína mioglobina que sobrecarrega os rins.

Os sintomas mais comuns da doença são: dores no corpo, dificuldade para andar, dormência no corpo, e alteração da cor e quantidade da urina. Os efeitos da ingestão da toxina aparecem de duas a 24 horas após a alimentação.

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