O governo do Amazonas pediu nesta quarta-feira (1º) que os moradores de Itacoatiara, no interior do Estado, evitem consumir os peixes Pirapitinga, Pacu e Tambaqui, que vivem em rios e lagos. As espécies podem estar associadas ao aumento de casos de “urina preta” no município, que fica a 176 quilômetros da capital Manaus.
Força-tarefa montada pelo governo do Amazonas apura origem dos casos, e pede que a população evite comer os peixes por um período de 15 dias – Foto: Arquivo/Pixabay/Reprodução/NDA restrição deve durar 15 duas e é uma medida para conter a proliferação da rabdomiólise na região, nome da doença. Desde 1º de agosto, a FVS (Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas) registrou 52 casos de urina preta em todo o Estado.
São 36 casos em Itacoatiara, 2 em Manaus, 1 em Autazes, 1 em Caapiranga, 4 em Silves, 3 em Parintins, 4 em Borba e 1 em Maués. Uma pessoa morreu por conta da doença. A vítima moravam em Itacoatiara.
SeguirConforme a Fundação, o pescado com origem de criadores em tanques de piscicultura não está associado aos casos da doença, além de outras espécies de peixes encontrados nas bacias de rios e lagos da região.
Investigação
O Governo do Amazonas mandou comitiva formada por especialistas que para Itacoatiara nesta quinta-feira (02). O objetivo é investigar a fundo possíveis causas e formas de combater o surto de rabdomiólise, detectado recentemente.
A Síndrome de Haff, como também é chamada, é causada pela ingestão de peixes e crustáceos malconservados. A doença é rara e causada por uma toxina, que provoca lesão nos músculos – a chamada de rabdomiólise. Por conta da lesão, ocorre a liberação da proteína mioglobina que sobrecarrega os rins.
Os sintomas mais comuns da doença são: dores no corpo, dificuldade para andar, dormência no corpo, e alteração da cor e quantidade da urina. Os efeitos da ingestão da toxina aparecem de duas a 24 horas após a alimentação.