Cinco novos casos da varíola dos macacos (monkeypox) estão sendo investigados em Santa Catarina, segundo informações repassadas pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) nesta sexta-feira (15).
Até o momento, o Estado tem um caso confirmado. Como o paciente é morador de São Paulo esse caso é considerado importado. Outras cinco notificações foram investigadas e descartadas pelo órgão.
Os doentes com varíola dos macacos desenvolvem uma erupção na pele que pode formar bolhas – Foto: Reprodução/NDO registro da doença segue aumentando no Brasil, que já contabiliza 310 casos, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde. O Estado que lidera a quantidade de infecções é São Paulo, com 217 casos, seguido do Rio de Janeiro, com 45.
SeguirGoverno de SC recebeu nova recomendação sobre atendimento
O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (14) uma nota técnica para orientar as equipes de atenção primária à saúde sobre a varíola dos macacos.
O documento informa sobre as características clínicas da doença, procedimentos a serem adotados na triagem e os tratamentos adequados. A Dive/SC confirmou o recebimento das novas orientações.
“A DIVE teve conhecimento desta Nota Informativa no início da tarde de hoje (sexta-feira, 15). A Nota foi emitida pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, a fim de orientar as equipes assistenciais que atuam na Atenção Primária à Saúde acerca da doença Monkeypox (MPX). Em relação às ações de vigilância, o referido documento inclui informações já contempladas na Nota de Alerta estadual nº11/2022, atualizada em 07/07/2022″, informou a pasta à reportagem do ND+.
Aos profissionais da saúde é recomendado o uso de EPI (equipamentos de proteção individual). O Ministério recomenda ainda a divulgação ampla das informações pelos gestores locais e as Secretarias de Saúde.
Doença
A varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele.
Desde o dia 6 de maio, o mundo tem lidado com um surto de varíola dos macacos. Incialmente, o vírus infectou diversas pessoas na Europa e hoje já atinge mais de 30 países.
A doença surgiu nos macacos em 1958, mas o primeiro caso só foi registrado em humanos em 1970.
Não há tratamento específico, mas, de forma geral, os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.
Segundo nota de alerta emitida pela Dive/SC, caso seja identificada a suspeita do vírus é recomendado que o paciente procure imediatamente algum serviço de saúde.
Também é necessário que a pessoa se isole – como medida de precaução – e faça exames laboratoriais para identificar a presença do vírus no corpo.