Com UTIs lotadas, prefeitos do Médio Vale se reúnem sem descartar lockdown

Região registrou primeiro caso de transferência de morador por falta de vagas; reunião ocorre neste domingo

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Redação ND Florianópolis

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Os 14 prefeitos da AMMVI (Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí) se reuniram no sábado (18) com o intuito de traçar novas medidas para combater a Covid-19. Neste domingo (19), uma nova reunião está marcada para 10h, ocasião em que as lideranças devem adotar novas resoluções.

A região tem enfrentado uma explosão de casos nos últimos dias, com quase 9 mil infectados pelo coronavírus registrados até esta sexta-feira (17). Todos os municípios da região já registraram pelo menos um caso de morador confirmado com a doença.

Região da AMMVI comporta 14 municípios do Médio Vale do Itajaí- Foto: AMMVI/Divulgação/NDRegião da AMMVI comporta 14 municípios do Médio Vale do Itajaí- Foto: AMMVI/Divulgação/ND

Blumenau e Brusque são os municípios com mais registros de Covid-19 entre seus moradores, com 5.381 e 1.318 casos, respectivamente. Ao todo, a região já registrou 54 mortes em razão do novo vírus.

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Lotação das UTIs

Uma preocupação presente na reunião é a lotação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) nos hospitais da região. Na tarde deste sábado, 98% dos leitos intensivos da região, entre normais e exclusivos para pacientes com Covid-19, estavam ocupados. O levantamento é do Cisamvi (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Vale do Itajaí).

De acordo com a AMMVI, pela primeira vez desde o início da pandemia, a região precisou procurar leitos de UTI em outras regiões do Estado, para internar um morador com Covid-19.

Cerca de 25% dos pacientes em UTIs da região são provenientes de outras áreas do Estado, principalmente do Alto Vale do Itajaí e da Foz do Rio Itajaí – que também sofrem com o baixo número de leitos vagos.

Os prefeitos discutem a liberação de novas vagas de UTI nos municípios, previstos no plano de contingência estadual, informou a Associação.

Região não descarta possível lockdown

Como última alternativa para conter o contágio, a região também cogita a adoção do lockdown – medida que restringe a circulação de pessoas e o funcionamento do comércio aos serviços essenciais.

“A cada semana as medidas estão ficando mais restritivas diante do aumento de casos. Por enquanto, não foi emitido nada a respeito de lockdown. Os prefeitos consideram esta a última (ou dentre as últimas) alternativas. Neste momento não se pode descartar nada”, informou a AMMVI em nota.

Um comitê técnico também foi formado para avaliar a evolução da pandemia e propor novas medidas aos municípios. Apesar da Associação propor recomendações, os municípios têm autonomia para acatá-las ou não.

A Associação ressalta a necessidade dos moradores manterem o isolamento social e sair apenas para serviços essenciais.