A Vigilância em Saúde Ambiental e a Secretaria de Saúde de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, realizaram visitas de orientação e aplicação de larvicida no bairro Santo Antônio, na manhã desta terça-feira (23). O objetivo foi o combate à dengue no município.
Ao todo, foram visitados nove quarteirões e 240 imóveis. Segundo o biólogo da vigilância, Junir Lutinski, a ação é uma tentativa de bloquear uma transmissão viral do mosquito que começou no bairro.
Recentemente, foram confirmados dois casos de dengue importados no bairro, e na última sexta-feira (19) e nesta terça-feira (23) foram confirmados outros dois casos, desta vez, autóctones, ou seja, com transmissão local.
Seguir“Estamos com quatro focos aqui e estamos tentando bloquear, considerando que já temos mosquitos contaminados com o vírus aqui nessa localidade”, relatou o biólogo.
No município, apenas em 2024, já foram confirmados oito casos de dengue, quatro deles no bairro Santo Antônio e quatro em outras localidades. Ao todo, já foram 244 focos de dengue registrados em Chapecó.
Combate à dengue com uso de larvicida
Chapecó adota uma abordagem proativa, explica Junir. Desde 2014, o município, segundo ele, investe em um produto eficaz no combate à proliferação do mosquito transmissor da dengue.
“No ano passado, tivemos um êxito muito grande nos bairros SAIC, Bom Pastor e no Líder. E estamos utilizando essa ferramenta aqui para nos ajudar a bloquear e controlar para que os casos não saiam do bairro e sigam para outras localidades de Chapecó”, explica.
Junir ressalta que, apesar do esforço, é preciso ter em mente que sempre há riscos de novas contaminações, principalmente devido à movimentação das pessoas.
“Mas nós vamos fazer o máximo para bloquear a dengue aqui neste local que começou”, afirmou.
Municípios vizinhos a Chapecó também utilizam o larvicida como um dos meios para auxiliar no combate à dengue e tiveram sucesso.
A equipe realiza visita domiciliar
Durante os últimos dias, a equipe da Vigilância já havia realizado tratamentos nos criadouros. A escolha do bairro Santo Antônio, de acordo com Junir, foi por terem visualizado focos como calhas, piscinas, reservatórios elevados e recipientes diversos.
“Já foi feito, na verdade, todo o trabalho de bloqueio, de visita domiciliar, de tratamento nos criadouros, o que a gente percebe aqui é que tem vários locais que podem ser focos do mosquito”.
O biólogo ressalta que o trabalho de aplicação do larvicida e a visita a domicílios no local é algo complementar a outras ações já em andamento.
“Estamos fazendo também toda a orientação para a população, para estar atenta a usar repelente e a fazer uso do serviço de saúde ao surgimento de qualquer sintoma compatível com dengue”, exalta.
O foco é bloquear a transmissão viral, impedindo que ela se espalhe pelo município.