Como é feito o teste de dengue? Veja os exames que ajudam a diagnosticar a doença

O infectologista Martoni Moura e Silva tira a dúvida de muitos catarinenses em relação ao diagnóstico da dengue

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Redação ND Florianópolis

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Um levantamento exclusivo do Google Trends aponta que houve um aumento nas buscas por “dengue”, com os moradores de Santa Catarina entre os principais interessados no país. Com a alta nos casos, o ND+ conversou com um infectologista para explicar como é feito o teste para identificar a doença.

Saiba como é feito o teste de dengue, com orientações de infectologistaTeste de dengue pode ser direto, indireto e inespecífico, conta o infectologista – Foto: Andre Borges/Agência Brasil/Divulgação/ND

Conforme o infectologista Martoni Moura e Silva, a doença “tem evolução dinâmica e isso implica em ter um atendimento de qualidade e muita atenção, principalmente para utilizar as ferramentas dos exames”.

Quais são os testes mais comuns?

Segundo o infectologista, na prática clínica é possível fazer o uso do Teste Rápido NS1 antígeno para diagnosticar até o 5° dia do início dos sintomas.

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O Teste Rápido é feito através de coleta de sangue e fica pronto em poucas horas. O antígeno NS1 é detectado em amostras de pacientes infectados com dengue primária e secundária entre 1 e 9 dias após o início da doença.

Porém, a partir do 6º dia de sintomas é recomendado utilizar Testes sorológicos de IgG e IgM (imunoglobulinas). Assim como o Teste Rápido, também são testados através de coleta sanguínea.

Os anticorpos IgM são produzidos cerca de 6 a 10 dias após a infecção, por isso essa sorologia é feita com mais frequência para diagnóstico de dengue. Já o anticorpo IgG é produzido no fim do curso da dengue e permanece no corpo durante meses.

“Chamo atenção que, como qualquer atendimento em saúde, é preciso levantar a história clínica de forma bem apurada para não realizar exames no período errado e ter resultados falso negativos, o que comprometeria o tratamento do paciente”, reitera Silva.

“Como o vírus da dengue tem 4 sorotipos podemos também isolar o vírus para identificar sua sub-linhagem. Mas isso é apenas para fins de pesquisa e/ou em fases iniciais de epidemias. Os exames complementares inespecíficos servem para corroborar com o diagnóstico e para avaliar a evolução do paciente”, diz.

Onde posso fazer meu teste?

Segundo a SES (Secretaria do Estado da Saúde), os testes laboratoriais são disponibilizados nos postos de saúde e hospitais, sendo os testes rápidos de responsabilidade dos municípios oferecer a comunidade.

A média para obtenção do resultado é de 3 dias a partir da coleta, diz a SES. Os municípios realizam a coleta e encaminham ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina), que faz a análise.

“Temos laboratórios descentralizados no Estado. O resultado fica disponível ao município e ele é responsável por informar ao paciente, assegurando que dessa forma o paciente já receba a orientação sobre os cuidados que deve ter”, finaliza a pasta.

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