A conclusão das obras e ativação dos novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Complexo Madre Teresa, anexo ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, ainda não tem prazo para acontecer. Foi o que informou a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, durante uma visita à cidade nesta quarta-feira (21).
Estrutura fica anexa ao hospital Marieta – Foto: Ricardo RuasDe acordo com ela, as obras “já estão quase concluídas”, mas falta ainda a reforma da recepção geral, que não está incluída no projeto e deve ser financiada pelo Hospital Marieta. Além disso, segundo a secretária, há pendências nos aditivos do contrato que precisam ser resolvidas.
“Mas isso não acontece só aqui em Itajaí“, completou. “Temos situações semelhantes em Lages, Joinville, Chapecó, Xanxerê… As obras estão andando”, afirmou.
SeguirSegundo a secretária, o mobiliário e equipamentos da ala de enfermaria do complexo já foram adquiridos. O que ainda falta é a compra de parte dos equipamentos de UTI e de apoio ao Centro Cirúrgico.
Quando concluído, o complexo deve ter 20 leitos de UTI adulto, e mais 20 de UTI neonatal.
Obras do Complexo Madre Teresa não têm prazo para terminarem, segundo secretária – Foto: Ricardo RuasNovos leitos no hospital
Ainda durante a visita, Carmen Zanotto comemorou a ativação de 10 novos leitos de UTI no Hospital Marieta Konder Bornhausen para atender pacientes com Covid-19. O hospital contava com 70 leitos. Nesta semana, cinco novos foram ativados e até o final da semana outros cinco devem abrir.
Secretária de Estado da Saúde visitou Hospital Marieta Konder Bornhausen e obras do Complexo Madre Teresa nesta quarta-feira (21) – Foto: Jader Liberal/NDTVCom isso, o hospital passa a contar com 80 leitos de UTI. Segundo a secretária, o importante agora é garantir que não falte o chamado “kit intubação”, medicamentos necessários para que pacientes sejam intubados na UTI.
De acordo com a secretária, a ativação dos 10 leitos aconteceu depois de uma ligação da direção do Hospital Marieta. Os equipamentos que serão usados nestas novas vagas foram remanejados pela SES (Secretaria de Estado da Saúde).
“Dois anos em um”
A secretária ainda afirmou que a preocupação atual é tentar zerar a fila de espera e diminuir a ocupação dos leitos de UTI. Além disso, pacientes com outras doenças não devem ser deixados de lado.
Segundo ela, assim que isso acontecer, o Estado deve se preparar para trabalhar “dois anos em um”, ou seja, realizar as cirurgias eletivas, ou oncológicas e cardíacas, que ficaram suspensas devido à falta de leitos e o risco da falta do “kit intubação“.
*Com informações da NDTV.