O aplicativo Conecte SUS voltou a funcionar neste domingo (26), mas apresentou instabilidade nos dados vacinais, segundo relatos. A ferramenta reúne dados da saúde dos brasileiros, inclusive sobre a vacinação contra a Covid-19. Uma atualização do app foi disponibilizada nas lojas iOS e Android.
Alguns usuários reclamaram em uma rede social dos problemas nos aplicativo. “O Conecte SUS continua quengado”, escreveu um. Outro questionou se o serviço não funcionava para iOS, enquanto um terceiro avaliou o programa como “lixo”. “Entrei hoje e não passa daquela tela inicial, raiva”, acrescentou. As informações são do R7.
Aplicativo ConecteSUS voltou a funcionar neste domingo (26) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDPor volta das 20h, o aplicativo já funcionava normalmente, porém acrescentava problemas como a duplicação de dados vacinais e também a falta de registro de doses já tomadas.
Seguir“Atualizei o Conecte SUS e finalmente reabriu. Mas sumiu minha vacina da gripe (estava registrada) e minha terceira dose ainda não está lá”, relatou uma usuária. Outro escreveu: “Tomei minha dose de reforço na sexta-feira e ainda não apareceu no Conecte SUS.”
Ataques de hackers
O aplicativo voltou a funcionar nesta semana após 13 dias fora do ar por conta de um ataque de hackers ao sistema do Ministério da Saúde.
O primeiro ataque ocorreu na sexta-feira (10) e deixou algumas plataformas como o e-SUS Notifica, o SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização) e o Conecte SUS.
O sistema ainda foi alvo de mais um ataque na madrugada do domingo (12) para a segunda (13), um novo ataque comprometeu e-mails, linhas telefônicas e intranet do Ministério da Saúde. O grupo chamado Lapsus$ reivindica a autoria dos ataques cibernéticos.
Em mensagens deixada pelos invasores, havia um pedido de resgate para a devolução das informações – um ataque denominado ransomware, em que o invasor insere em um sistema um código malicioso que torna os dados desse sistema inacessíveis, geralmente por meio de criptografia.
Mais ataques
O site do Ministério da Saúde não foi o único que sofreu com ataques cibernéticos. A CGU (Controladoria-Geral da União) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) também tiveram os sistemas invadidos.
As instituições utilizam o mesmo sistema de computação em nuvem, operado pela empresa Primesys, subsidiária da Claro/Embratel.
A CGU informou que não houve perda de dados já que o órgão conta com backup. Na PRF, o incidente de segurança provocou indisponibilidade de alguns sistemas, entre eles o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), mas sem vazamento de dados.