Confira os bairros com maior número de focos de dengue em Florianópolis

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde foram registrados mais de 4,3 mil focos do mosquito na cidade; apenas dois bairros não tiveram registros

Redação ND Florianópolis

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Depois de Joinville confirmar epidemia de dengue, no Norte catarinense, com 86% dos casos registrados em Santa Catarina, a cidade de Florianópolis também ligou o alerta para a doença.

Ao todo, Santa Catarina já registra mais de 12 mil casos de dengue – Foto: Pixabay/Divulgação/NDAo todo, Santa Catarina já registra mais de 12 mil casos de dengue – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

Na Capital, o Centro lidera o ranking entre os bairros com maior número de focos do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue. A doença vem se tornando um problema na cidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, que já identificou 412 focos somente na região central.

Além do Centro, diversos bairros também já registraram números expressivos de focos da doença. Ao todo, a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis informou que há cerca de 4.349 focos espalhados pela cidade.

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Confira os números por bairro

Os dados divulgados pela Secretaria apresentam a situação dos 49 bairros da cidade. Apenas dois deles, a Costa da Lagoa, no Norte da Ilha, e a Praia da Solidão, no Sul da Ilha, não tiveram registros de focos de dengue pelo órgão municipal.

Abaixo, o ranking apresenta os oito bairros com maior números de focos:

  • Centro – 412 focos
  • Rio Vermelho – 232 focos
  • Canasvieiras -185 focos
  • Capivari – 158 focos
  • Ingleses – 156 focos
  • Itacorubi – 142 focos
  • Trindade – 134 focos
  • Campeche – 127 focos

Situação em Santa Catarina

Segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), em 2021 Santa Catarina bateu o recorde no número de casos de dengue. O mosquito do Aedes aegypti já foi identificado em 217 municípios do Estado. Houve um aumento de 96,9% nos focos de mosquito no período entre 1° de janeiro e 5 de junho deste ano.

A Dive/SC também informou que as cidades de Joinville, Navegantes e Santa Helena já se enquadram em uma situação de epidemia por conta do número elevado de contaminações. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera epidemia quando a taxa de incidência supera os 300 casos por 100 mil habitantes.

Como evitar a proliferação do mosquito

O órgão também ressalta alguns dos hábitos que se deve adotar para frear a criação e contaminação do mosquito:

  • evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • mantenha lixeiras tampadas;
  • deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retire a água acumulada em lajes;
  • dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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