Conheça o ‘mommy burnout’: cansaço materno é debate entre mães de bebês

Relação da mulher com a maternidade, somada às tarefas domésticas, ao trabalho profissional e à falta de tempo para si mesma podem provocar distúrbio

Redação ND Florianópolis

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O termo ‘burnout’, oriundo do mundo corporativo, pode ser usado em outras áreas para especificar o esgotamento por conta do acúmulo de funções. Neste sentido, a relação da mulher com a maternidade, somada às tarefas domésticas, ao trabalho profissional e à falta de tempo para si mesma, vem sendo tratada pelo termo ‘mommy burnout’.

Mães podem sofrer burnout pelo acúmulo de funções – Foto: Freepik/Divulgação/NDMães podem sofrer burnout pelo acúmulo de funções – Foto: Freepik/Divulgação/ND

O conceito do estresse crônico destas mães sobrecarregadas foi abordado pela psicóloga Karla Sindeaux, em entrevista ao Correio Braziliense, que relatou a ligação do termo com as demais áreas da vida, uma vez que a sensação é, na verdade, um distúrbio psíquico caracterizado pela sensação de tensão emocional, exaustão e estresse.

“Porém, a sociedade se transforma muito mais rápido que as classificações. Por isso, passou-se a chamar o esgotamento materno de burnout materno. Esse é um fenômeno antigo, mas as pessoas só estão nomeando agora. E nomear é importante para colocar as coisas em um contexto”, conta Karla.

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Em geral, o ‘mommy burnout’ pode surgir desde o nascimento até os três anos de idade do filho, uma vez que a mulher tende a exercer múltiplas funções nesta fase da vida, a fim de prover maiores cuidados e dedicação à criança. Conheça alguns dos sintomas:

  • Sentimentos constantes de culpa;
  • Estresse relacionado à administração do tempo;
  • Excesso de pessimismo;
  • Exaustão, mesmo após um período de repouso;
  • Sentimento de fracasso e impotência;
  • Irritabilidade sem motivo aparente;
  • Falta de interesse ou prazer em cuidar do filho;
  • Baixa autoestima;
  • Tristeza, medo e insegurança.

“Esses sentimentos podem parecer comuns na maternidade. A grande preocupação é com a intensidade e a frequência com que eles aparecem”, explica Sindeaux. Diagnosticar o caso é importante para que as mães não se sintam aprisionadas em um ciclo de culpa constante.

*Com informações de Correio Braziliense.

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