Conquistar o bronzeado perfeito ou a tão sonhada ‘marquinha de biquíni’ nas épocas mais quentes do ano é o desejo de muitos brasileiros e, em especial, das brasileiras. No entanto, além da vontade de esbanjar uma cor bonita, é importante conhecer os métodos mais seguros para realizar o procedimento e saber quais não são recomendados.
Bronzeamento saudável exige cuidados com a saúde e atenção ao tempo de exposição ao sol – Foto: Freepik/Divulgação/NDEntre os ‘vilões’ da pele saudável, mas atrativo pela rapidez e resultado, está o bronzeamento artificial. Proibido pela resolução 56/09 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2009, as câmaras de bronzeamento apresentavam exposição às radiações ultravioletas, o que determinou o fim da prática legalizada em todo o Brasil.
A grande carga de radiação ultravioleta emitida pelas cabines onde é realizado o bronzeamento artificial, aumenta os riscos de câncer de pele, ocasiona lesões e o envelhecimento precoce da pele, como explica a médica dermatologista Angélica Seidel.
SeguirA profissional também cita outras formas de bronzeamento que podem apresentar danos, ainda que inferiores.
“As câmaras de bronzeamento artificial favorecem o surgimento de câncer de pele e seu envelhecimento precoce. O bronzeamento artificial inclui as técnicas de bronzeamento da pele sem a exposição direta ao sol. Dentre elas, temos as câmaras de bronzeamento, os autobronzeadores e por fim, a técnica de bronzeamento a jato”.
“A primeira utiliza lâmpadas que emitem radiação UVA para promover o aspecto bronzeado à pele. Já os autobronzeadores e o bronzeamento a jato são produtos aplicados na pele que promovem o tom bronzeado. Quando falamos dos dois últimos, eles não causam danos à nossa saúde, mas podem provocar alergia em pacientes suscetíveis”, explica Seidel.
Riscos na câmara de bronzeamento
Quando se fala nos danos à saúde que o método pode causar, a médica é enfática.
“Problemas sérios. As câmaras de bronzeamento artificial aumentam o risco do paciente vir a desenvolver câncer de pele, entre eles, o melanoma. Além disso, favorecem o surgimento de manchas e o envelhecimento precoce da pele, com perda de colágeno e elastina e desenvolvimento de rugas e flacidez”, alerta.
Ela ainda lembra que os riscos são comprovados pela ciência, uma vez que há aumento nas queimaduras, manchas e até nos casos de câncer de pele causados pela utilização do método.
“Existem estudos comprovando o risco associado entre a exposição às câmaras de bronzeamento artificial e o desenvolvimento de câncer de pele, especialmente em pacientes que iniciam essa prática cedo e a mantém por períodos prolongados. Além disso, a radiação utilizada pode causar manchas e fotoenvelhecimento”, explica.
Saúde X estética
Angélica Seidel aponta que as mulheres são o principal grupo que ainda procura esse tipo de serviço, uma vez que a pressão estética influencia na decisão pelo bronzeado.
“A cultura da beleza da pele bronzeada no Brasil é algo ainda muito presente e, possivelmente, esse seja um fator que leve as pessoas a buscarem tal procedimento. Outra razão importante é a falta de informação sobre os riscos desta modalidade, uma vez que alguns pacientes o procuram acreditando tratar-se de uma técnica segura de bronzeamento”.
Mas, afinal, qual a forma mais segura de se bronzear? A dermatologista enumera algumas dicas.
“Devemos evitar o período entre as 10h e 16h, utilizar protetor solar com proteção UVA e UVB, sempre igual ou acima do FPS 30 e aplicá-lo a cada duas horas quando diretamente expostos. Ponderando isso, as únicas formas de bronzeamento sem riscos à nossa pele e saúde são os autobronzeadores (em spray ou cremes) e a técnica de bronzeamento a jato”.
E, por fim, vale o alerta sobre a exposição ao sol sem proteção. “Sabemos que a radiação ultravioleta (UVB e UVA) são os principais fatores de risco para o surgimento do câncer de pele. Por isso, bronzear-se no sol, sem proteção ou mesmo com proteção mínima aumenta o risco de câncer de pele”.