Consumo de ômega 3 e 6 pode aumentar risco de diabetes em adolescentes, diz pesquisa da UFSC

Causas ainda não são totalmente conhecidas, mas os ácidos graxos podem ser responsáveis por uma maior incidência de diabetes

Redação ND Florianópolis

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O consumo de ácidos graxos, como ômega 3 e 6, pode estar ligado a um aumento no risco de diabetes tipo 2 em adolescentes. Embora as causas ainda não sejam totalmente conhecidas, os componentes alimentares podem influenciar problemas cardiovasculares em jovens entre 12 a 17 anos.

A incidência da doença é estudada por Camila Tureck, pesquisadora e mestranda do programa de Pós-Graduação em nutrição da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Peixes são fonte de ômega-3, substância que deve ser consumida em níveis adequados – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDPeixes são fonte de ômega-3, substância que deve ser consumida em níveis adequados – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

A pesquisa verificou que a síndrome metabólica, um conjunto de condições que aumentam o risco de doença cardíaca, tem como características: o aumento da circunferência da cintura, hipertensão arterial, glicemia de jejum elevada, baixa quantidade de HDL-c, o chamado “bom colesterol”, e alta quantidade de triglicerídeos no sangue.

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Em resumo, a síndrome metabólica aumenta o risco de desenvolver diabetes mellitus do tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Cabe destacar que as literaturas do ramo da nutrição mostram possíveis efeitos favoráveis do ômega-3 à saúde, através do consumo de peixes, óleo de soja, óleo de canola e farinha de linhaça. Já os efeitos do ômega-6, encontrado em maior concentração em óleos vegetais, ainda não estão claros.

Números da pesquisa

A pesquisa foi realizada com os dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, realizado entre 2013 e 2014 em 124 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, incluindo Florianópolis.

O estudo contemplou escolas públicas e privadas, com alunos entre 12 a 17 anos de idade. Foram coletadas informações sociodemográficas, sobre consumo alimentar, bem como dados de peso, altura, circunferência da cintura, pressão arterial e exames de sangue.

Os resultados de 36.751 adolescentes brasileiros mostraram que a síndrome metabólica esteve presente em 2,6% desta população. Além disso, nos adolescentes investigados, ficou estipulada a ingestão média diária de 1,71 gramas de ômega-3, e de 13,56 gramas de ômega-6. A proporção entre esses dois ácidos graxos está adequada, segundo as recomendações internacionais.

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