O aumento dos casos de coqueluche em países da Europa e Ásia nas últimas semanas preocupam as autoridades sanitárias internacionais. A infecção provoca tosse seca, cansaço, febre e pode causar até pneumonia.
Crianças costumam apresentar sintomas de forma mais intensa e com risco de morte. Doença está controlada no Brasil por conta da vacinação – Foto: Freepik/Reprodução/NDO que é coqueluche
A coqueluche é uma infecção respiratória e altamente transmissível causada pela bactéria Bordetella Pertussis. A doença, segundo o MS (Ministério da Saúde) está presente no mundo todo.
Segundo o ministério, os principais fatores de risco têm relação direta com a falta de vacinação. O imunizante é oferecido de forma gratuita no SUS (Sistema Único de Saúde).
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Vacina é aplicada em bebês a partir dos dois meses de idade – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF/Reprodução/NDSintomas
Os sintomas podem se manifestar em três níveis:
Sintomas do 1º nível: mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa. Podem durar por várias semanas e nesse período o paciente infectado está mais suscetível a transmitir a doença.
Sintomas do 2º e 3º níveis: tosse passa de leve e seca para severa e descontrolada, a tosse pode ser tão intensa que pode comprometer a respiração e provocar vômito ou cansaço extremo. No estágio intermediário da coqueluche, a tosse seca piora e outros sinais aparecem.
A transmissão ocorre, em geral, pelo contato direto com gotículas eliminadas na tosse, espirro ou mesmo durante a fala. Os sintomas iniciais aparecem, em média, de cinco a 10 dias após a infecção.
Nas crianças com menos de seis meses, os sintomas podem evoluir para complicações e, se não tratados corretamente, podem levar à morte.
Tosse é um dos sintomas causados pela doença – Foto: Freepik/ReproduçãoTratamento
O tratamento é feito com administração de antibióticos receitados por um especialista. Em geral, as crianças costumam ser internadas para acompanhamento por conta da intensidade dos sintomas.
Entre as complicações causadas pela coqueluche, segundo especialistas, estão: infecções de ouvido, pneumonia, parada respiratória, desidratação, convulsão, lesão cerebral e morte.