‘Coração falhando’: desmaio fez adolescente descobrir ter 14 dias de vida

Estudante de 13 anos recebeu diagnóstico de condição cardíaca quando tinha apenas 10; coração falhando levou adolescente a quadro terminal

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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Uma adolescente de apenas 13 anos foi internada com o coração falhando, após desmaiar durante uma aula de dança. De acordo com os médicos, o coração da estudante simplesmente parou de bater.

Menina deitada em cama de hospital usando aparelhos de suporte respiratório. Foto é utilizada para ilustrar matéria sobre adolescente com o coração falhandoScarlett Hack foi diagnosticada com condição cardíaca delicada quando tinha 10 anos – Foto: Heart Research Institute/The Sun/Reprodução/ND

Coração falhando levou adolescente a quadro terminal

Scarlett Hack foi levada às pressas ao hospital. Os médicos decidiram inserir um desfibrilador interno para fazer com que o coração falhando continuasse batendo. Ela vive com a família em Sydney, na Austrália.

No entanto, mesmo com o desfibrilador, a estudante teve um novo episódio de desmaio por conta da condição terminal, conforme publicado pelo jornal britânico The Sun.

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“Tive duas paradas cardíacas por conta do coração falhando. Aos 13 anos, acabei usando aparelhos de suporte vital e tive muito poucas chances de sobrevivência“, explicou ela ao HRI (Heart Research Institute).

Foto mostra menina sentada em cadeira de rodas enquanto usa máscara no rostoCardiomiopatia foi diagnosticada ainda quando Hack era criança e quadro se agravou com o passar dos anos – Foto: Heart Research Institute/The Sun/Reprodução/ND

Foi quando os médicos informaram a família sobre a condição terminal da adolescente: com o coração falhando, ela tinha apenas 14 dias de vida.

“Eles nos disseram que temos duas opções: podemos desligar o suporte de vida dela e deixá-la morrer, ou podemos tentar um transplante de coração“, lamentou a mãe, Amanda, ao HRI.

“Disseram que tínhamos 14 dias”, explicou Amanda.

Após o diagnóstico, se passaram oito longos dias até que um doador fosse achado, dando uma nova chance de vida à Hack. Ao todo, foram 12h de cirurgia.

Foto mostra menina usando camisa preta de mangas compridas sentada em areia de praia ao lado de cãoCão Scout entrou para a família para ajudar Scarlett no acompanhamento médico – Foto: Heart Research Institute/The Sun/Reprodução/ND

Cardiomiopatia hipertrófica

A estudante recebeu o laudo de uma cardiomiopatia hipertrófica quando tinha 10 anos. A condição é caracterizada pelo espessamento das paredes da câmara cardíaca.

Por conta da condição terminal, Hack vivia com dificuldades para fazer pequenas caminhadas. Descrentes, os médicos disseram apenas que a família precisava aprender “RCP” – técnica de reanimação cardíaca.

Após o transplante, a menina ganhou um cão de serviço treinado para a ajudar na rotina caso sinta desconfortos futuros. Atualmente com 17 anos, Scarlett estuda para virar enfermeira e ajudar outras pessoas.

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