A notícia de colapso nos hospitais de Florianópolis provocou uma reunião entre o governo de Santa Catarina e a prefeitura na manhã desta segunda-feira (6). Em uma visita ao Hospital Imperial de Caridade, o secretário Estado da Saúde André Motta Ribeiro conversou com a direção sobre a possibilidade de novos leitos.
Na última semana, a unidade enviou um comunicado aos funcionários sobre a lotação máxima dos leitos que atendem pacientes de Covid-19. Também na Capital, o hospital particular SOS Cárdio informou que todos os leitos estavam ocupados na última sexta-feira (2).
A quinta morte por Covid-19 em Florianópolis foi registrada no Hospital de Caridade. A vítima foi um homem, de 77 anos, que morreu no dia 27 de abril. Ele foi testado no início do mês de abril, e estava internado desde então. A forma de contágio ainda está em investigação, informa a Secretaria de Saúde de FlorianópolisAinda não há informações oficiais sobre o número de novos leitos no local. Nos bastidores, porém, a expectativa é de que cinco novos leitos sejam construídos.
SeguirSegundo Portal de Dados Abertos do Estado, o Caridade possui 20 leitos de UTI para atender a demanda do coronavírus. Não há, contudo, informações de quantos estão ocupados nesta segunda.
A reunião envolveu provedores e representantes da direção e das especialidades clínicas da instituição.
Segundo a secretaria, foram oferecidos equipamentos como ventiladores pulmonares, macas, remédios e outros aparelhos.
Divergência nos números
Desde o início da pandemia o governo do Estado disponibilizou 10 hospitais com 237 leitos de UTI para atender pacientes de coronavírus na Grande Florianópolis. Nove destas unidades de saúde estão na Capital. Conforme a prefeitura, a taxa de ocupação nesta segunda é de 90,19%. O Estado, porém, refuta o número.
Na contagem da Secretaria de Estado da Saúde desta manhã, os hospitais não são detalhados por municípios, mas sim por regiões. Conforme a assessoria, é o Estado que gere os hospitais. Por isso, os dados regionais são os considerados.
Em boletim publicado na noite de domingo (5), a pasta informou que a taxa de ocupação da Grande Florianópolis era de 75%. Conforme a conta, dos 237 leitos, 178 estão sendo usados.
Na contramão do Estado, a contagem feita pela prefeitura de Florianópolis desconsidera 43 leitos espalhados pelas unidades da Capital, pois estão inativos. Isso porque, segundo a administração municipal, os leitos não podem receber novos pacientes, “seja por uma reserva ou por estarem quebrados”.
Os dados tanto do Estado quanto do município desconsideram os leitos em hospitais particulares como o SOS Cárdio ou o Baía Sul – este último com 14 dos 15 leitos de Covid-19 ocupados.