A saúde de Chapecó está prestes a viver um colapso, segundo especialistas, que enfatizam a importância do engajamento de todos nas medidas de combate à disseminação da Covid-19.
Especialistas chamam o fato de “Covid persistente” – Foto: Divulgação/NDOs números de pacientes internados com a doença têm subindo diariamente o que pode resultar no esgotamento dos recursos humanos e físicos disponíveis no Sistema de Saúde do município.
De acordo com o diretor hospitalar e cirurgião vascular, Dr. Mário Goto, a Unimed ampliou o número de leitos de enfermaria para atender a demanda.
Seguir“Desde o início da pandemia esse é o período de maior procura por atendimento de doenças respiratórias, aproximadamente 200 pessoas diariamente, por isso triplicamos a equipe médica e aumentamos a equipe assistencial. O grande problema é que tem muitos profissionais da área da saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, etc) doentes, o que impacta na operação da assistência à saúde”, alerta.
O médico explica que as equipes de profissionais que atuam na linha de frente desde março estão altamente capacitadas, mas ao mesmo tempo extenuadas.
“Compreendemos na necessidade de atendimento à população, contudo quando saímos de uma média de 40 para 200 atendimentos, não há estrutura suficiente para suprir a demanda. Peço para que todas as pessoas se cuidem e ao mesmo tempo agradecemos a todos os profissionais da área da saúde que atuam incansavelmente”.
A médica infectologista Carolina Ponzi também alerta para o colapso no sistema hospitalar de Chapecó. “Eu internei seis pessoas por Covid-19 onde eu estava sobreaviso. São pessoas novas e idosas”, comenta.
Covid-19
Desde o início de novembro, Chapecó registrou 1.921 novas infecções pelo novo coronavírus e dez mortes, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde